quinta-feira, 8 de novembro de 2007

 

Vegetarianismo: impactos sobre o meio ambiente do uso de animais para alimentação

[Comentários ao guia lançado recentemente pela Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB]


Paulo Stekel




Esclarecimentos iniciais

A carne como alimento é, seguramente, um assunto polêmico, especialmente entre os espiritualistas. Isso ocorre porque nem todas as religiões, escolas e grupos espiritualistas fazem apologia ao vegetarianismo. Mas isso não desqualifica a importância do assunto. Grandes religiões, como o Hinduísmo e o Budismo, falam abertamente do tema e desaprovam o consumo de carne, de forma incisiva ou implícita. Alguns grupos cristãos protestantes também são apologistas do vegetarianismo. Os grupos pertencentes ao chamado “movimento nova era”, bem como os de tendência “teosófica” são, em grande parte, defensores do vegetarianismo.

Considerando tudo isso, não podemos furtar-nos a tratar do assunto, aliás, um dos mais solicitados pelos leitores de Horizonte – Leitura Holística na pesquisa de opinião que fizemos durante os meses de setembro/outubro. Sabemos que muitos leitores, com certeza, não são vegetarianos. Pedimos, então, que leiam com serenidade e espírito crítico os argumentos a seguir pois, afinal, a decisão de continuar ou não comendo carne é sempre responsabilidade do íntimo de cada um.

Um relatório incisivo

Há poucas semanas a Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB (http://www.svb.org.br) disponibilizou a quem possa interessar através de seu website um guia de 24 páginas intitulado Impactos sobre o meio ambiente do uso de animais para alimentação. O material foi preparado por seu Departamente de Meio Ambiente a partir de informações advindas de diversas fontes atualizadas, nacionais e internacionais: CETESB, IBGE, Instituto Nina Rosa, INPA, ONG Repórter Brasil, Relatório Unesco para o Fórum Mundial da Água, SABESP, WWF Brasil, Conservation International, FAO/ONU, Greenpeace, etc.

O guia toca em pontos muito importantes, ligados ou não diretamente à questão do consumo de carne, e que achamos importante debater: poluição atmosférica, perigo nos oceanos, desertificação, escassez de água doce, sustentabilidade, matriz energética, sociedade de consumo, novos paradigmas e soluções possíveis.

Alguns trechos da Introdução do documento darão a tônica do mesmo:

“Se você chegasse agora ao planeta Terra, vindo de outra galáxia, provavelmente ficaria atônito com a proliferação de expressões como 'catástrofe ambiental', 'aquecimento global', 'perda de biodiversidade', 'mudanças climáticas' e outras tantas que inundam os noticiários e permeiam discussões em comunidades tão díspares quanto escolas infantis, associações de bairro, comitês de gestão empresarial e órgãos governamentais e internacionais de todas as esferas.

(...) De onde surgiu – e com tamanha voracidade – essa crise alardeada, tão ampla e sem precedentes? Pois ela não surgiu, absolutamente: é resultado da repetição, ao longo de décadas, de hábitos de consumo coletivos e individuais predatórios, mas abençoados pela lógica de mercado e por uma cultura de hiperconsumismo que negam, sistematicamente, sua conexão com o caos instaurado.


Entre esses hábitos perniciosos arraigados na sociedade moderna, está o consumo indiscriminado da carne. Sim, acredite ou não, a atual manutenção, em 'estoques vivos', de 30 bilhões de aves, peixes e mamíferos de dezenas de espécies exerce uma tremenda e inédita pressão sobre todos os ecossistemas. Basta lembrar que cada um desses animais – assim como cada um dos quase sete bilhões de animais humanos – demanda sua porção de terra, água, comida e energia (preponderantemente fóssil), despeja seus dejetos sobre a terra e gera, direta e indiretamente, emissão de poluentes no solo, no ar e na água.

(...) Neste guia procuramos enumerar, entre as atividades econômicas que envolvem criação de animais para abate e posterior alimentação humana, os principais fatores que geram degradação ambiental. A simples identificação desses fatores, por si, já favorece o entendimento da necessidade de uma mudança profunda no modo como indivíduos e sociedade encaram e se relacionam com o meio ambiente. E indica a urgência em repensar – e reinventar! - os paradigmas de consumo global, como única alternativa viável para evitar as grandes catástrofes que se anunciam com tanto vigor.”

Passemos, então, a trechos do resto do guia que consideramos muito relevantes.

Terra, ar e água

“Estima-se que, no mundo, a cada segundo, uma área de floresta tropical do tamanho de um campo de futebol seja desmatada para produzir carne de boi equivalente a 257 hambúrgueres.”

E, como sabemos, os hambúrgues não são o tipo de alimento que se pode considerar o mais “saudável”, mesmo entre os não-vegetarianos! A alta taxa de obesidade entre os norte-americanos, que os consomem em demasia, é um dos indícios de seus malefícios. A população brasileira também já sente os efeitos dos alimentos fast-food.

“É importante observar que estes dados relativos à produção de 1 kg de carne de boi não são estimativas alarmistas; são constatações alarmantes de estudos científicos e dados oficiais. (...) a produção industrial de carne é uma das fontes mais importantes de poluição do meio ambiente: exige áreas gigantescas, consome enorme volume de recursos naturais e energéticos, onera sensivelmente os cofres públicos, além de gerar bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos, que contaminam solo, água, ar, plantas, animais e pessoas.”

Mas, como tudo tem causa e conseqüência:

“Um fato emblemático que revela a inconseqüência da produção industrial de carne: em 1960, um grande tsunami atingiu a consta de Bangladesh. Apesar dos prejuízos materiais, não houve uma única perda humana. No entanto, vários milhares de pessoas morreram quando um tsunami de magnitude bastante similar arrasou a mesma área, em 1991. Por que a diferença? Nesse meio tempo, os imensos manguezais, que davam proteção natural àquela região, foram devastados para dar lugar a inúmeras fazendas industriais de carcinicultura (criação de camarões em cativeiro).”

“Nos Estados Unidos, a criação de gado é responsável pelo uso de metade de toda a água consumida no país para todos os fins.”


Com certeza os EUA são os maiores consumidores do planeta, em todos os sentidos. Isso é uma constatação estatística e não uma opinião ideológica!

“O Relatório UNESCO para o Fórum Mundial da Água, de 2004, revelou quanta água limpa é usada, em média, apenas para matar a sede de cada animal:

galinha = 0,1 litro/dia

peru = 0,2 litro/dia

bode = 8 litros/dia

porco = 15 litros/dia

boi = 35 litros/dia

vaca leiteira = 40 litros/dia

Se levarmos em conta a água necessária para o asseio, o consumo de uma vaca leiteira, por exemplo, sobe de 40 litros para 90 litros por dia.
Vale lembrar que o favelado dos países pobres tem acesso, em média, a apenas 20 litros de água por dia.”


Realmente, uma discrepância vergonhosa e desumana. Um pobre vale menos que uma vaca leiteira? Menos que um boi? Pouco mais que um porco?

“Considerando que em torno de 70% da água doce mundial se destina à agricultura e que mais da metade da produção agrícola mundial vai para a alimentação de animais – em especial dos rebanhos e plantéis norte-americanos e europeus – conclui-se que o precioso líquido vira ração.”

No caso do Brasil, ração exportada, em sua maior parte, para os EUA e a Europa, é bom frisar. Enquanto isso, no Nordeste... apenas um chinelinho antes das eleições e o outro par após as mesmas...

“No Brasil, a pecuária utiliza e contamina, em sua cadeia produtiva, mais água do que as cidades. Enquanto são necessários menos de 500 litros de água para se obter 1 kg de soja, para produzir 1 kg de carne bovina gastam-se até 15 mil litros de água. Nesse cálculo entram a água que os animais bebem durante a vida toda, a utilizada na irrigação dos pastos e a que é gasta no processamento das carcaças nos abatedouros.”

“No Brasil, 45% da água doce é gasta na pecuária. E 45 milhões de pessoas não têm acesso à água potável.”


Ou seja, um desperdício inadmissível nos tempos atuais. Diante de dados assim, como fica a consciência de uma pessoa que julga estar fazendo a sua parte mantendo torneiras sempre bem fechadas e tomando banhos curtos?

E, quanto aos dejetos animais?

“A quantidade descomunal de dejetos produzidos pelos animais criados para consumo é quase sempre lançada, sem tratamento, na terra e na água. Isso provoca a eutrofização de rios e lagos, processo no qual o excesso de matéria orgânica favorece a proliferação de algas e micro-organismos, que passam a competir com os peixes e outros seres aquáticos pelo oxigênio da água. Sem contar a hipercontaminação por coliformes fecais, vetores de doenças (como salmonela e hepatite), hormônios e antibióticos. Todo esse material tóxico infiltra-se nas águas da superfície e do subsolo, poluindo lençóis freáticos, contaminando rios e mares e comprometendo a vida aquática e humana.”

“Segundo a Cetesb, os abatedouros paulistas utilizam, em média, 12 litros de água para processar a carcaça de um frango e 2.500 litros para a de um bovino. Enquanto isso, a Sabesp afirma que o consumo de 120 litros por habitante é mais do que suficiente para todas as necessidades diárias.

Litros de água usados* para produzir 1 kg de alimentos:

Tomate – 39

Trigo – 42

Batata – 48

Feijão – 195

Leite – 222

Ovos – 932

Frango – 1.397

Porco – 2.794

Boi – 8.931

*Em média, na Califórnia. Fonte: EarthSave Foundation”


“Os 75 milhões de hectares já transformados em pasto, só na Amazônia, representam uma área 50% superior a toda área agrícola do Brasil.”

“No Brasil, segundo o Instituto CEPA, um boi precisa de um a quatro hectares de terra e poduz, em média, 210 kg de carne, no período de quatro a cinco anos. No mesmo tempo e na mesma quantidade de terra, produz-se, em média:

8 ton de feijão
19 ton de arroz
22 ton de maçã
23 ton de trigo
32 ton de soja
34 ton de milho
35 ton de cenoura
44 ton de batata
56 ton de tomate

Sem falar que é possível obter duas a três safras por ano desses vegetais combinados, aumentando bastante essas quantidades.”


E os prejuízos ao ar?

“Apenas os dois bilhões de bovinos do planeta emitem, graças à volatilização dos seus arrotos e gases intestinais, 12% do metano lançado globalmente na atmosfera. O metano, que vem logo atrás do dióxido de carbono como principal fator de degradação da camada de ozônio, permanece na atmosfera menos tempo do que o CO², mas é pelo menos 20 vezes mais potente como gerador de efeito estufa e do aquecimento global.

(...) Os efluentes dos rebanhos mundiais emitem 64% da amônia lançada na atmosfera, responsável, em larga medida, pelas chuvas ácidas.

Só na Amazônia brasileira, as queimadas geram mais de 300 toneladas anuais de CO² – cerca de dois terços do total de emissões do país!”


Apocalipse marinho

“O camarão rende apenas 2% do montante global pescado anualmente, mas responde por 35% do desperdício total. Esta e outras modalidades de pesca industrial são responsáveis pelo chamado 'descarte', hoje avaliado em 27 milhões de toneladas anuais, de peixes e outros organismos marinhos, considerados 'do tipo ou do tamanho errado'.”

Ou seja, organismos que nunca chegarão à fase adulta, nunca alimentarão ninguém, nem mesmo os seus predadores marinhos naturais. É o caos marinho.

“Se medidas drásticas não forem tomadas urgentemente, logo não haverá mais sardinha nos oceanos. Por tabela, não haverá mais atum, garoupa, tainha, anchova e outros peixes graúdos dos mares, que dependem dos menores na cadeia alimentar. Além das sardinhas, a pesca industrial predatória elimina toda a fauna marinha que estiver 'de bobeira' nos arredores. Em compensação, o sushi e sashimi de cada dia estão garantidos... Mas não por muito tempo. Talvez não seja preciso usar a força de vontade para cortar o peixe do cardápio. O mais provável é que não haja mais peixe a ser comprado! Os chamados 'estoques' estão acabando: a população de 90% dos grandes peixes declinou acentuadamente nos últimos 20 anos. Entidades que lutam pela proteção dos oceanos estimam que, para reverter essa situação, a atividade pesqueira atual precisa ser reduzida em pelo menos 60%. O que pode ser feito por pessoas comuns, além de não comer peixe? Pressionar os governos para que apliquem moratórias de pesca e criem áreas marinhas de proteção integral e ajudar a disseminar informações que a maioria desconhece.

Se o consumo não diminuir, a população de praticamente todos os peixes e frutos do mar entrará em colapso por volta de 2048.

Atualmente, a pesca ilegal representa 35% do total mundial.”


“Os métodos de pesca comercial são de uma brutalidade ímpar: apesar de proibido, ainda se joga dinamite no mar para depois colher os milhares de peixes que flutuam mortos, mesmo que com isso também sejam sepultados extensos bancos de corais milenares e centes de outros seres vivos.

Outra técnica, igualmente proibida e praticada clandestinamente, é pulverizar recifes de coral com cianeto de sódio. Os peixes que se abrigam nas fendas dos corais ficam atordoados com a falta de oxigênio e viram presas fáceis para os caçadores das espécies exóticas de aquários, item unicamente de luxo.

Poucos dias depois, os recifes atingidos pelo cianeto morrem, levando consigo dezenas de espécies animais e vegetais que dele dependiam.”


Impactos sobre os biomas brasileiros

O guia ainda apresenta uma radiografia dos diversos biomas brasileiros e os impactos neles da produção animal para alimentação:

Zona Costeira – Região de restingas e mangues, está sendo arrasada pela produção de camarões.

Cerrado - “(...) 42% do rebanho bovino brasileiro passa nestes terras. Desde os anos 70, o cerrado, que é o segundo maior bioma do país, perdeu 50% de sua vegetação nativa e viu comprometidos nascentes, rios e riachos. Se essa vegetação sumir, acabam os mananciais da região, 'a grande caixa d'água brasileira'. Um rio como o São Francisco tem ali 80% da origem de suas águas. É do Planalto Central que se alimentam bacias hidrográficas que correm para os quatro pontos cardeais. Mas a devastação é tão veloz que ambientalistas asseguram que só uma moratória integral da expansão agropecuária pode salvar o que resta do cerrado.”

Mata Atlântica – Resta menos de 7% da floresta original. “O mais rico bioma brasileiro em biodiversidade por km² foi, ao longo da história, trucidado pela exploração de pau-brasil, cana-de-açúcar, café e, quando ainda havia algo a ser salvo, pela abertura de pastos, sobretudo para gado leiteiro.”

Amazônia - “O estrago começou nos anos 70, quando o projeto desenvolvimentista do regime militar vendia a idéia de que a Amazônia era 'uma terra sem homens para homens sem terra'. Um dos resultados é que, em menos de 40 anos, o rebanho amazônico passou de 1,5 milhão para 60 milhões de cabeças – um terço do rebanho brasileiro. Hoje há, na Amazônia, três vezes mais bois do que pessoas. E 70% da carne produzida lá é consumida na rica região Sudeste. Churrasco de floresta amazônica: é isso o que as pessoas fazem quando comem o tal 'boi verde' brasileiro. Além da perda de biodiversidade, da interferência nefasta no ciclo das águas e da ameaça à vida das frágeis populações locais, o desmatamento de 3 milhões de hectares de floresta por ano joga 300 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, ou dois terços das emissões totais do país. E assim o Brasil fica entre os cinco maiores poluidores no ranking do aquecimento global!”

“Enquanto o país se entrega à falta de escrúpulos do colonialismo ambiental e faz avançar as lucrativas fronteiras agrícolas, populações indígenas continuam sendo brutalmente expulsas de suas terras, comunidades ribeirinhas assistem impotentes à degradação de seu meio de subsistência, pequenos agricultores são massacrados pelos latifundiários e o trabalho escravo é usado com cada vez mais freqüência. Aliás, segundo estudo realizado pela ONG Repórter Brasil, a atividade pecuária é a campeã brasileira da escravidão, pois emprega pelo menos 62% da mão-de-obra escrava utilizada hoje no país.”

Realmente é de dar embrulho no estômago a moderna forma de escravidão, travestida de trabalho, e que se aproveita de comunidades paupérrimas, isoladas e sem defensores moralmente coerentes entre os representantes eleitos. Na verdade, ouvem-se com freqüência rumores e denúncias de trabalho escravo acobertado e até perpetrado por deputados abastados... Nos lembramos, neste momento, de Lao-Tsé, que, em outras palavras, diz que quando os governantes se tornam corruptos e não defendem mais o povo, o fim do equilíbrio da nação está próximo...

O que pode ser feito?

“A conta é simples: metade da agricultura mundial é voltada para a produção de ração para animais. E a carne dos animais abatidos é acessível a menos de 15% dos seres humanos. O consumo mundial de carne está restrito a poucos países. Estados Unidos, União Européia, China e Brasil concentram o consumo global de cerca de 60% da carne bovina, mais de 70% da carne de frango e mais de 80% da carne de porco. O resto dos países, ou seja, a maior parte da população global, pratica uma espécie de semi-vegetarianismo compulsório. Os lobistas da carne afirmam que o aumento na produção pecuária poderia tornar a carne acessível a todos. Mas não confessam que para alimentar uma população de 6,5 bilhões de carnívoros, seria preciso mais dois planetas como a Terra só para pastagens e produção de grãos/ração.

Então, se o consumo de carne fosse repentinamente abolido, as safras de grãos e hortaliças, antes destinadas aos animais, seriam repassadas para as pessoas, solucionando o problema da fome mundial? Bem, as causas do problema da fome são muitas e o vegetarianismo não pode – nem pretende – assegurar que os alimentos chegarão a quem tem fome, porque isso esbarra em questões políticas e econômicas (...).

Por outro lado, o vegetarianismo tem uma contribuição inequívoca a dar em termos de produtividade. Qualquer projeto cuja meta seja o combate à fome e a implementação de um sistema produtivo sustentável, em que o uso da terra seja otimizado de forma a satisfazer as necessidades do maior número possível de pessoas, deverá, obrigatoriamente, considerar a ênfase no vegetarianismo.”


“É preciso deixar claro que esse guia não pretende insinuar que o consumo de carne seja o único nem sequer o principal responsável pelas mazelas ambientais que a espécie humana tem causado ao planeta. Mas certamente é um dos principais, e o que queremos aqui é enfatizar que este fator diz respeito, única e exclusivamente, à escolha de cada um. Talvez você não possa morar fora de uma grande metrópole, nem gastar mais para consumir alimentos orgânicos, nem tenha alternativa para se deslocar até o trabalho em transporte coletivo. Mas a decisão de incluir carne em seu cardápio diário está ao seu alcance e, em última instância, só depende de você.”

As sugestões finais, no plano pessoal, local e global, incluem:

“(...) mudar os padrões de consumo. A dieta carnívora, sobretudo em larga escala, é comprovadamente insustentável. (...) podemos participar de eventos e movimentos coletivos, marcando presença em manifestações públicas e abaixo-assinados, denunciando agressões ambientais, etc. (...) colaboramos ao participar de entidades ambientalistas e de organizações que promovem o vegetarianismo; ao eleger para as esferas governamentais representantes que sejam comprometidos com a conservação de ecossistemas; ao lutar pela proteção das reservas ambientais que já existem e pela criação de novas áreas. (...)”

O documento contém muito mais informações do que foi possível apresentar e comentar aqui. Para baixá-lo, basta acessar:

http://www.svb.org.br


Ou pelo link direto:

http://svb.org.br/vegetarianismo/downloads/livros/impactos-sobre-o-do-uso-de-animais-/download.html

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