domingo, 21 de setembro de 2008

 

Paulo Stekel - O hierolingüista e sua obra

Equipe Horizonte


Vídeo sobre os livros e o trabalho do jornalista e professor de línguas sagradas, Paulo Stekel, editor da Revista Horizonte - Leitura Holística.

Paulo Stekel é o proponente de uma nova área de pesquisa científica, a Hierolingüística, o estudo das línguas e das linguagens sagradas presentes nas diversas tradições espirituais da humanidade.



http://br.youtube.com/watch?v=v6XsGiRgIYU

Maiores informações, acesse o blog: http://hierolinguistica.blogspot.com

Contatos e pedidos de livros pelo email: pstekel@gmail.com

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sábado, 13 de setembro de 2008

 

Contraponto a “Mais Uma Vela Pelo Tibete!”

Paulo Stekel



Recebemos no dia de hoje um email enviado pela Sra. Heloisa Paternostro, relativo à matéria publicada em nosso blog do último dia 28 de agosto, e intitulada “Mais Uma Vela Pelo Tibete!” (http://revistahorizonte.blogspot.com/2008/08/mais-uma-vela-pelo-tibete.html#links ), de autoria de Flávio Marcondes Velloso.

O email da Sra. Paternostro contém uma versão pessoal dos fatos ocorridos durante a manifestação em frente ao Consulado chinês, em São Paulo, no dia 23 de agosto, e do qual a Sra. Paternostro participou. A pedido da mesma, eis o conteúdo integral do email enviado a nossa redação:


RE: Manifestação do dia 28 de agosto-Consulado Chines São Paulo.
From: Paulo Stekel (paulostekel@hotmail.com)
Sent:Saturday, September 13, 2008 5:49:35 PM
To: Heloisa Paternostro (hhpaternostro@gmail.com)

Olá Paulo,

Meu nome é Heloisa Paternostro, sou Dzogchenpa, aluna de Chögyal Namkhai Norbu Rinpoche, e de outros Rinpoches Tibetanos, além de S.S. Dalai Lama.

Atravéz da net, filiei-me ao Candle4tibet e comecei a me manifestar durante os Jogos Olímpicos, de maneira particular e privada com meus amigos.

Fiquei sabendo da possibilidade de manifestação frente ao Consulado Chinês em São Paulo; no Candle, consegui o telefone pela segunda vez do Monje Joaquim e da Mariane.

Fiz contato, mas não obtive nenhum retorno. Assim, fui sozinha a manifestação, esperando encontrar outras pessoas também.

Estivemos em aproximadamente 16 pessoas no dia 28 em frente ao Consulado. O consulado estava com faixas de segurança na calçada, como está até hoje. Holofotes de segurança focados nos carros que passam, como estão até hoje. O consulado já comprou imóveis que vão desde a Praça Nicolau Scarpa até quase o Clube Paulistano. Pixado no muro há uma deidade Tibetana Irada, feita por alguém.

A manifestação transcorreu pacificamente, a polícia foi chamada e veio armada, porém pacífica, e depois que dei meu nome, endereço, telefone, RG, etc. e disse das nossas intenções, simplesmente os policiais disseram que se a gente tivesse problemas era para chamá-los!!!

As pessoas se manifestaram em forma de oração, tipo, um senhor vizinho rezou o Pai Nosso, o Monge recitou um sutra, apenas a Mariane e eu recitamos a Prece das 7 Linhas - a Mariane meio tímida e sem saber direito como proceder com esta recitação (deve ser feita pelo menos 3 vezes). Sou discípula do Budismo Tibetano a mais tempo que ela (20 anos), além de ser cronologicamente mais velha, talvez por isso ....

Os cães que a Mariane se refere, eram de fato Hotwailler, apenas um, na coleira, e faz parte da segurança do Consulado, assim como "Gigante", o segurança brasileiro que conversou com o Monge e eu, dizendo-se favorável a manifestação, apenas não podendo se manifestar pois é funcionário do Consulado a 20 anos.

A vice-consulesa chinesa, a certa altura da noite, saiu do Consulado e foi em direção a Rua Ministro Rocha Azevedo. Fizemos sinal para ela, queríamos conversar com ela, o Monge e eu, porém ela foi embora.

Estes, na minha opinião, foram os fatos importantes da nossa modesta manifestação.

Escrevo isso, pois li no seu Blog matéria com a Mariane, e senti uma certa tendência a incitar um certo clima entre os chineses e nós. Estive lá e de maneira alguma houve clima...o consulado tem normas de segurança como outro qualquer, e as cumpre.

Nós, ... tivemos espaço para nos manifestar. Foi feito num clima amigável, pacífico, democrático, dentro das aspirações de S.S. 14º Dalai Lama.

Se voce puder publicar este meu testemunho, agradeço.

Tashi Delek.

Heloisa Paternostro.


Heloisa Paternostro Escritório de Arte.
Rua da Consolação 328,unidade 311.
Centro-São Paulo-SP-
CEP:01302-000
Tel:55 (11)32578512
55-(11 )89765525


Como enviamos por email uma resposta ampla a Sra. Paternostro e por a julgarmos pertinente, também a publicamos na íntegra logo abaixo:

RE: Manifestação do dia 28 de agosto-Consulado Chines São Paulo.
From: Paulo Stekel (paulostekel@hotmail.com)
Sent:Saturday, September 13, 2008 5:49:35 PM
To: Heloisa Paternostro (hhpaternostro@gmail.com)

Ok, Prezada Heloísa,

Seu relato será publicado no blog da Revista Horizonte - Leitura Holística, para que os leitores e interessados possam fazer sua avaliação do evento com isenção. Aproveito para informar que a matéria sobre o evento publicada no blog da Revista Horizonte é de autoria do Sr. Flávio Marcondes Velloso, ativista inconteste dos direitos humanos e pró-tibet. A matéria foi escrita com base no relato da Sra. Mariane.

Ademais, me surpreende mesmo é a omissão da sanga tibetana nesta questão desde o levante tibetano de março. Tanto o Chagdud Gonpa, o Lama Samtem e as demais sangas tibetanas do Brasil evitam se posicionar claramente sobre a questão tibetana, o que tem causado indignação em muita gente que luta pelos direitos humanos. Eu, como ativista dos direitos humanos e como budista também faço coro com esta gente. De qualquer forma, parabéns por sua iniciativa individual. Precisamos de religiosos socialmente engajados em todas as crenças, e não de pessoas que se fecham em suas doutrinas e esquecem de interagir com quem realmente precisa.

Fraternalmente,

Paulo Stekel [Pema Dorje]
(editor)


Considerações finais do Editor:

É importante esclarecer que, até onde pudemos captar, a matéria assinada pelo Sr. Flávio Marcondes Velloso (http://revistahorizonte.blogspot.com/2008/08/mais-uma-vela-pelo-tibete.html#links ) não tem viés incitatório, como entendeu a Sra. Paternostro. Não é este o tipo de postura do Sr. Flávio, nem da Sra. Mariane, nem da Revista Horizonte – Leitura Holística. O Sr. Flávio é um grande ativista pelos direitos humanos, assim como a Sra. Mariane.

De nossa parte temos, como editor, agido em consonância com o Movimento Free Tibet desde março deste ano, e sempre temos solicitado a opinião e a sugestão de pessoas conscientes antes de qualquer ação importante, entre as quais gostaríamos de citar: Flávio Marcondes Velloso, Monge Gabriel Jaeger (Ngawang Tenphel), Cerys Tramontini, Carlos Sousa (Free Tibet Portugal) e, em um única oportunidade, Lama Padma Samten.

O Sr. Flávio Marcondes Velloso tem sido um constante colaborador do trabalho em prol do Tibet, com seus artigos e repasses de material importante a nossa redação. A Sra. Cerys Tramontini é uma ativista pelos direitos humanos especializada na questão tibetana e também colabora com matérias. O Monge Gabriel Jaeger tem sido colaborador, correspondente na Índia e conselheiro em muitos momentos difíceis. O Sr. Carlos Sousa, reconhecendo nosso trabalho, e sendo ele o responsável pelo Free Tibet Campaign em Língua Portuguesa, convidou-nos para representar o movimento no Brasil. O Lama Padma Samten teve a gentileza de ouvir-nos, em companhia da Sra. Cerys, em março deste ano, quando solicitamos a opinião do mesmo sobre a realização de uma manifestação pró-Tibet em Porto Alegre (ainda que o mesmo não tenha dado apoio a tal manifestação, que não aconteceu, por motivos que serão revelados oportunamente, agradecemos sua opinião).

Isto tudo serve para mostrar que nada do que publicamos aqui é feito de forma irresponsável ou com objetivos que não sejam, em primeiro lugar, o benefício do povo tibetano.

O que de fato nos deixa indignados, bem como ao Sr. Flávio Marcondes Velloso e ao Monge Shaku Shoshin, pelo que depreendemos do que eles mesmos já escreveram, é a evidente omissão da comunidade budista tibetana brasileira quando o assunto é o Tibet. Isso beira a contradição e o derrotismo, ou uma quase indiferença com o povo que com o próprio sangue defendeu o Dharma indiano, evitando que desaparecesse.

Claro que cada um tem seus motivos para engajar-se ou para omitir-se. Não nos importam os motivos dos omissos, mas sim os motivos que temos para dizer claramente que apoiamos a luta do povo tibetano, pois não estamos atrelados a quaisquer insteresses obscuros, nem somos presas de medos ilusórios que, em samsara, tomam conta de todos os seres de mente embotada e cuja ação é apenas egoísmo, auto-satisfação e desejo de fama e reconhecimento.

Por conta do descaso e da omissão da comunidade budista tibetana, bem como da indiferença de alguns líderes tibetanos para conosco, por conta de nosso ativismo pró-Tibet, temos refletido nas duas últimas semanas sobre a real possibilidade de abandonarmos a representação do Free Tibet Campaign no Brasil e continuarmos ajudando a causa tibetana apenas como jornalista, que é nossa força maior no momento. Assim, não precisaríamos estar à cata de líderes omissos que não querem falar conosco porque chegamos representando o Free Tibet. Terão que falar conosco como jornalista que somos, e suas declarações, omissões ou mesmo o completo silêncio serão publicados, sem qualquer receio. Afinal, o ofício de jornalista nos faculta esta possibilidade de inquirir as bases e, não obtendo respostas, anunciar isto ao público leitor, constituído de pessoas cultas, interessadas e ativas, que devem ser respeitadas em seu desejo de informação correta. Para nós, a “informAÇÃO correta” (do ponto de vista jornalístico) inclui-se dentro da “Ação correta”, uma das Oito Vias do Caminho Óctuplo do Budismo. Pensamos, assim, estar simplesmente cumprindo um preceito budista, entre os muitos que temos buscado cumprir, às expensas das dificuldades de samsara.

Fraternalmente,

Paulo Stekel [Pema Dorje]
(editor)

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domingo, 7 de setembro de 2008

 

Música & Canalização

I – Sons codificados e mantras em nova roupagem

Paulo Stekel/Danea Tage



Introdução

Robert Fludd (1574-1637), alquimista inglês do século XVII, com a sua "música das esferas", dizia que todo o universo é um instrumento musical cromático e que o próprio Deus é músico. Os astros estão dispostos segundo as regras da harmonia musical, as distâncias que os separam respeitam as proporções dos intervalos. Cabe-nos ouvir adequadamente tal música das esferas, algo semelhante ao “som sutil” da filosofia indiana.

A música emite uma frequência elevada e trabalha diretamente no nosso campo energético, gerando uma sintonização entre os sons com os diversos níveis de nosso ser e promovendo, inclusive, cura espiritual, equilíbrio emocional e psíquico no ser. Claro que isso depende do tipo de música que se ouve.

Mesmo quem ouve música desconhecendo este processo está sendo trabalhado pelos sons. Porém, uma música muito agressiva pode vir a ter o efeito contrário, gerando raiva, revolta, medo e depressão. Por isso temos, de ter cuidado com o que ouvimos, e quando ouvimos, pois uma música pode nos induzir a desarmonias sutis, baixando a freqüência, alterando o estado de ânimo e levando-nos a cometer atos impensados e de conseqüências negativas.

Em uma canalização feita no Chile, o canal Lee Carroll, manifestando Kryon, disse sobre a música:

“Cada tom de uma música tem sua própria vibração. Quando os tons se apresentam em conjunto, se dá a complexidade. Independentemente do número de notas que se tocam ao mesmo tempo da escala musical, o ouvido humano está preparado para escutá-las todas. Igual que toda obra de arte, não há limite na composição destes sons, e ademais, não importa quantos instrumentos estejam tocando juntos, é ilimitado... O que o ouvido humano pode escutar, é ilimitado. (...)Isto é algo interdimensional.

(...) Assim, aquele que vocês chamam [Robert] Coxon, é realmente um cientista, um cientista do som. Ele tem a magia e descobriu o que sabemos, o dom que recebeu através dos tempos.

Não é sua primeira vida como músico. Ele mesmo pode se surpreender quem ele foi de verdade, apesar dele ter uma idéia... Talvez se surpreenda ao saber qual foi o seu instrumento de verdade. Mas ele tem uma idéia disto...

Ele falou de algo que talvez vocês já conhecem como a “quinta aberta”. Permitam-me compartilhar algo universal. Chegará o dia em que os cientistas saberão sobre a matemática disto, ou a relação da suspensão entre estas duas notas. A relação da vibração entre elas é universal e se dá na LUZ, se dá na química, se dá na criação da vida, está em todas as partes. É como tocar nas cordas da Malha Cósmica de uma forma específica, é como ter um coração com um milhão de cordas e se tocarem duas dessas cordas nessa seqüência, a que vocês chamam quinta aberta, vibram todas as cordas.

Vocês podem não produzir som, já que muitas dessas cordas são interdimensionais, mas estão no DNA de cada um de vocês. No entanto, há certos tipos de relações entre as vibrações e as notas que é dito terem uma qualidade humana. As coisas que ele disse a vocês são verdadeiras.

Agora, não precisam ser mestres em música, não têm que ter música para aproveitar isso, porque esta mesma relação existe nos corações de cada um. A suspensão, a magia da quinta aberta, faz parte da relação da fórmula do próprio Deus. Quando se traduz isso no plano tridimensional, nós podemos escutar uma música e ver a arte.

Mesmo os que não podem escutar e não podem ver, têm o poder de criar eles mesmos, sempre que um se dá conta que é uma quinta aberta; quando amas a humanidade, tu envias esta quinta aberta; quando aceitas o Amor de Deus, estás vivendo com a quinta aberta.

(...)Bendito o ser humano que lembra estas coisas de maneira interdimensional e que, a próxima vez que escutar uma música e ver uma obra de arte, recordará que esta coisa atravessa o véu sem ser tocada. É por isto que todas as religiões do planeta Terra contém arte e música. Não há erro, não há engano.”


[Canalização no Seminário de Robert Coxon (músico) por Kryon - Canalizado por: Lee Carroll - Transcrito e traduzido por: Roberto Gasi - Santiago, Chile, 16/04/2007]

Recentemente, em uma entrevista, nós mesmos dissemos sobre a canalização de músicas:

“A forma como se pode canalizar é bem variada, pode ser falando, escrevendo, desenhando, pintando, podem ser símbolos, música, inclusive existem várias pessoas que fazem isso no Brasil. A diferença de criar uma música como faz qualquer compositor e de alguém que canaliza é que o mote para aquilo tem um fundo espiritual e um objetivo específico, com fundamentação terapêutica; não é uma criação aleatória, é uma música sagrada de certa maneira. Então, pode-se canalizar toda expressão de linguagem, de comunicação.”

[Entrevista concedida a Yannik D'Elboux (Editora Corpo Mente - Curitiba, PR)]

A música canalizada tem, realmente, inúmeras aplicações. Pode ser usada para relaxamento, meditação, realinhamento dos chacras, energização, indução do sono, etc.

Alguns canais mantêm os olhos abertos ou fechados, ou caminham enquanto canalizam. Há canais que falam, escrevem, dançam, tocam ou compõem música, criam obras de arte, novas tecnologias, fazem curas. Há ainda os multicanais, aqueles que podem realizar várias formas de canalização, de modo simultâneo ou concomitante.

Robert Coxon e os efeitos do som

Robert Haig Coxon (www.robertcoxon.com), é um músico canadense que acompanha Lee Carroll, o famoso canal de Kryon, em seus seminários ao redor do mundo. Coxon é multi-tecladista, e se baseia em sua experiência pessoal, musical e espiritual para criar melodias muito utilizadas em técnicas de meditação.

Coxon compõe desde os 11 anos de idade e toca profissionalmente desde os 17. É autor de músicas para cinema. Mas, em 1986 afastou-se das atividades comerciais para dedicar-se a composição do disco Cristal Silence I, e depois, Cristal Silence II, músicas bem ao estilo “new age” da época. É o maior vendedor de discos “new age” do Canadá.

Atualmente, Coxon direciona muito de seu trabalho ao estudo científico dos efeitos da música sobre a cura. A idéia é explicar como as áreas interdimensionais de uma melodia podem tocar e curar pessoas, algo que ele mesmo tem experimentado em seu trabalho por anos.

Em 1998, Coxon se uniu às viagens de Lee Carroll (canal de Kryon) ao redor do mundo. Nesta nova fase, seu objetivo tem sido compartilhar evidências científicas de como o som pode afetar nosso bem estar e de como podemos usar a música para crescer espiritualmente, enfim, compartilhar sua investigação sobre os efeitos do som na mente e no corpo. Ainda complementa seu trabalho com anos de treinamento metafísico, trabalho de cura com as mãos e prática de meditação.

Deve-se a Coxon o conceito de Personal Power Music (Música de Poder Pessoal). Depois de lançar o álbum The Silent Path, Robert Coxon realizava um concerto próximo a Beaumont (Quebec, Canadá), quando o público solicitou mais um bis. Então, ele decidiu criar espontaneamente uma música que refletisse a energia dos ouvintes. Muitos caíram em lágrimas ao final do concerto. Este evento marcou o começo de sua música criativa e cheia de energia, um processo espontâneo que só pode ser definido como uma “canalização” a partir de níveis sutis. Coxon não é o único a fazer isso, mas é um dos mais notórios.

Por vezes, em especial quando acompanha Lee Carroll, Coxon oferece a algumas pessoas o que chama de Personal Power Music (Música de Poder Pessoal). O processo é simples: a pessoa senta-se silenciosamente com Robert, ele sente a energia da mesma e começa a tocar. Para ele, o que é captado neste momento é uma combinação da energia da pessoa e da sua própria energia, um conjunto de lembranças do passado, potenciais e poder real. Ao final, a pessoa recebe um CD, gravado ao vivo durante a sessão de 15 minutos. Tais sessões se tornaram tão populares que é difícil agendá-las.

“Música celestial” e OVNIs...

O trabalho com a Música de Poder Pessoal de Robert Coxon inclui apenas música instrumental. Seria possível a alguém canalizar espontaneamente música cantada? Sim, e esta é a nossa própria experiência.

Começamos a cantar aos 5 anos, por influência do pai, que é músico. Nosso processo era espontâneo e nunca precisamos aprender as notas ou afinação. Tudo o ocorria de tal forma que podíamos afinar o violão de papai apenas pela voz.

Aos 6 ou 7 anos percebemos alguns fenômenos interessantes: a sensação de ouvir uma música celeste, semelhante a harpa. Não se tratava de uma harpa cristã melodiosa. Talvez algo mais dinâmico, tipo a harpa de Andreas Vollenweider (risos). De qualquer forma, a partir daquele momento, ao olhar para o céu, em especial à noite, ou simplesmente relaxar na cama, era suficiente para “ouvirmos” algum tipo de melodia calma e relaxante. Estamos falando da década de 1970, entre 1975 e 1979, período em que a chamada música “new age” recém dava seus primeiros acordes, com artistas que só depois se consagraram, como o grego Vangelis e o francês Jean Michel Jarre. Mas as músicas que “ouvíamos” espontaneamente se assemelhavam a algumas composições que estes apresentaram anos depois. Outras, pareciam ainda mais sofisticadas.

Cantamos música popular até por volta dos 15 anos de idade e “encerramos” nossa carreira nesta área. Mas a música continuou fazendo parte de nossa vida, pois continuávamos a “ouvir” a música que vinha “do alto”. Seis anos mais tarde, em 1991, viajávamos para a Argentina com mais dois amigos, para participar de um Congresso de Esperanto, a língua de apoio criada por Zamenhof há mais de cem anos. Quando acampávamos em meio à Província de Corrientes, indo em direção à Província do Chaco, o fenômeno da “audiência celeste” (risos) mais uma vez se manifestou! Objetos luminosos estranhos apareceram no céu por volta das 20h e pudemos novamente “ouvir” uma melodia que passou a martelar em nossa mente o tempo todo da viagem. É importante esclarecer que nossos dois amigos viram os objetos, mas não escutavam a melodia.

Ao voltarmos do Chaco, resolvemos antes passar pelo Uruguai, indo até a Província de Salto, especificamente até a cidade de Salto, na fronteira com a Argentina. Em Salto fica a Estância La Aurora, uma fazenda conhecida da região por ter sido alvo de avistamentos ufológicos há muitos anos e por conter uma gruta dedicada a Padre Pio de Pietrelcina, um estigmatizado italiano canonizado em 2002. No Brasil, La Aurora se tornou conhecida na década de 1990 através das obras de Trigueirinho (Ed. Pensamento).

Na década de 1970 ocorreram em La Aurora aparições de OVNIs e fenômenos estranhos no lugar, levando o governo, estudiosos e todo o tipo de gente a especular sobre o que se passava ali. O escritor e espiritualista brasileiro Trigueirinho foi apenas mais um destes a tecer uma explicação (para ele, há uma cidade intraterrena sob a fazenda). O local também foi palco, na década de 1960, de uma das bilocações (capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo) de Padre Pio, motivo da gruta erigida em sua homenagem.

Quando chegamos a La Aurora, que fica próxima às Termas de Dayman, distrito de Salto, já sabíamos de tudo isso. Ao indagarmos a um policial argentino sobre onde ficava a fazenda, o mesmo perguntou: “Acaso querem ver os gnomos de lá?” “Gnomos” era como ele se referia aos ETs baixinhos que teriam sido vistos por ali décadas antes.

Chegamos a La Aurora, não vimos nem OVNIs, nem “gnomos”, nem nada anormal. Visitamos a gruta de Padre Pio e ficamos até o anoitecer. Contudo, no retorno a Dayman, voltamos a “ouvir” a música celeste que nos acompanhava desde a infância.

Descobrindo códigos musicais

Retornando ao Brasil, após as experiências na Argentina, percebemos o quanto a música tem o poder de induzir certos estados emocionais e meditativos. Em 1993 tivemos a intuição de pesquisar as possíveis relações da Cabala hebraica com os aspectos sutis da música. Descrevemos este processo na edição digital de nosso livro “Projeto Aurora – retorno a linguagem da consciência”. Apresentamos os trechos mais relevantes:

“(...) até 1993 não nos ocorreu a idéia de codificarmos os 22 Princípios Fonológicos [isto é, os sons das 22 letras hebraicas] em sons audíveis e transmití-los como uma mensagem a possíveis civilizações extraterrestres que nos visitam. Mesmo porque algumas idéias precisam de um incentivo para serem postas em prática, além de terem o tempo certo de amadurecimento.

(...) se é possível transformar estes “princípios” em sons musicais, por que não fazer isso durante uma vigília, codificando uma mensagem que os extraterrestres pudessem entender como um pedido de contato? A idéia era instigante. Mas também arriscada. O local deveria ser tanto adequado quanto seguro para um experimento destes.

E.B.L.S. construiu uma “rádio pirata” para a transmissão em freqüência modulada (FM), que atingiria cerca de 1000 metros em campo aberto. Um teclado seria acoplado, de forma que poderíamos tocar a mensagem codificada durante as vigílias.

Os leitores devem estar curiosos para saber que mensagem transmitíamos na época do “Projeto Aurora”. (...) A mensagem era a codificação, segundo certo método, de um mantra que aparece no Livro de Isaías, cap. 06, vers. 03: Qadosh, Qadosh, Qadosh. Yahveh Tsevaoth. Melô Kól-haárets kvôdo – lit. “Santo, Santo, Santo. Yavé [O Existente] dos Exércitos. A plenitude de toda a Terra é sua glória”. Este é o mantra completo, mas utilizamos uma codificação cabalística baseada numa outra versão, que circula em alguns meios ufológicos: Qadosh, Qadosh, Qadosh. Adonay Tsevaoth. Yod-Hê-Vav-Hê. - Lit. “Santo, Santo, Santo. Senhor dos Exércitos. Y-A-V-É.” Codificado, o mantra se transformou em música, música cósmica, harmonizada dentro dos Princípios da logolinguagem.

Cada nota musical quer dizer algo no esquema do universo. Cada letra cabalística tem seu número, sua forma, sua cor e sua nota musical na escala diatônica. Quando transformamos em música uma palavra hebraica (...), o resultado não é dissonância, mas uma harmonia muito interessante. Quando escolhemos notas aleatoriamente, o resultado é dissonante. Portanto, o método não é ilógico.

O Marquês de Saint-Yves d'Alveydre já tentara, em seu livro “O Arqueômetro”, relacionar as letras hebraicas e as do seu alfabeto Vattan com os tons da escala musical. Os resultados não são iguais aos nossos, mas têm seu mérito. A relação de Blavatsky parece ser mais lógica, e é a que utilizamos na definição dos tons das letras hebraicas.

Chamamos a este processo de transformar uma palavra hebraica ou sistemas logolingüísticos em sons musicais de “codificação de mensagens a partir de sistemas logolingüísticos correlatos em sistemas de harmonias musicais” ou, mais resumidamente, SISTEMA MELCOM (Mensagens Logolingüísticas Codificadas em Música).

Neste sistema podemos, teoricamente, controlar o significado e o efeito das letras que formam as palavras, transformadas em música. Como elas são regidas por notas musicais e não por compassos, duração ou outros componentes da música, quando temos a seqüência de sons, apenas a criatividade [ou, na verdade, um processo de “canalização”, hoje podemos dizê-lo] pode gerar uma melodia harmônica e sonora ao ouvido. Caso contrário, as notas devem ter todas a mesma duração, independente de qual seja. Cremos ainda, que uma nota com duração maior tenha seus efeitos intensificados. O fato de usarmos harmonias musicais junto a ela também deve ter efeitos simpáticos, positivos ou não, conforme o caso.

Hoje, existem programas de computador (softwares), alguns inclusive gratuitos (freeware), que podem gerar música eletronicamente. Basta conhecer um pouco de notas musicais, compasso, duração de notas, etc., para que se possa criar alguma coisa. É o que temos feito. Contudo, também se faz necessário conhecer a língua hebraica (além de outras antigas) e os princípios da logolinguagem (...) para que se possa iniciar a pesquisa na codificação de mensagens pelo Sistema Melcom.”


Isso foi o início de tudo! Mas a pesquisa continuou nos anos seguintes. Ainda que de modo silencioso, continuamos nossos estudos, a partir de uma tabela de relação entre as notas musicais, as cores e as letras do alfabeto hebraico [ver foto abaixo].



Chegamos a esta tabela unindo conhecimento, intuição e canalização. Mas, para entendê-la, é necessário ter conhecimentos musicais. Trata-se de um método para codificar ou decodificar sons a partir de palavras hebraicas, nomes divinos, nomes angélicos ou palavras cabalísticas de poder. Para isso, é necessário codificar as letras de uma palavra hebraica para as notas correspondentes. Então, com um pouco de sensibilidade musical, é possível arranjá-las de um modo harmônico. O efeito é algo sutil e subliminar sobre a mente estressada do dia-a-dia.

Quando ouvimos a seqüência musical codificada para a palavra hebraica “shalom” (lit. “paz”), por exemplo, o efeito é de energias que promovem a saúde e dão força para vencer obstáculos, além de ajudar a nossa conexão com o Eu Interno. Ouça a seqüência de “Shalom” neste link do YouTube:


http://br.youtube.com/watch?v=5u-WfNeN6QA

A seqüência do Nome Divino “Yahveh”, uma das palavras mais sagradas da Cabala, por representar o Nome pelo qual a divindade se revelou aos homens, tem a propriedade de aumentar a força espiritual de quem a escuta, pois os sons que contém representam notas fortes que vibram em oitavas de energia física e espiritual. Ouça a seqüência de”Yahveh” neste link do YouTube:


http://br.youtube.com/watch?v=a9VyiBGmjKs

Com o tempo, desenvolvemos a idéia de que os nomes das pessoas também carregam vibrações, se as letras forem transcritas no alfabeto hebraico. Neste caso, devemos considerar o som do nome, e não suas letras segundo nosso alfabeto. Devemos usar a fonética hebraica para essa transcrição. Por fim, transformamos as letras hebraicas do nome em notas musicais. No caso do nome “Paulo”, por exemplo, as letras hebraicas correspondentes são pê', 'álef, vav, lámed e vav (p'wlw, sem vogais). O som que se produz assim pode ser escutado neste link do YouTube:


http://br.youtube.com/watch?v=U7kXdJfBriM

Um detalhe: Este é só um exemplo. Para que a música codificada a partir do nome de uma pessoa tenha efeito, é necessário codificar o nome completo de nascimento.

Além das letras dos nomes, como se pode observar nos vídeos, há ainda uma relação com as sete cores do arco-íris. Nos vídeos apresentados, cada nota é acompanhada da imagem da letra hebraica correspondente e de sua cor regente. Assim unimos som-cor-forma no processo de codificação musical pela Cabala, gerando mantras de uma nova era, uma era de integração e síntese de conhecimentos...

Canalização musical ou música espontânea

Atualmente, além de produzirmos música pelo processo cabalístico codificado apresentado acima, também temos utilizado o método da canalização musical, que outros podem chamar de música espontânea. Para isso, sentamo-nos frente à pessoa para a qual canalizaremos e relaxamos um pouco (nós e a pessoa). Levamos alguns minutos para sentir a energia que ela nos transmite naquele momento. Então, por um processo interno difícil de explicar em palavras comuns, soamos a primeira nota, ou nota-chave, que desencadeará as demais que comporão a música para aquela pessoa. É uma música cantada. Gravamos tudo para fornecer uma cópia à pessoa posteriormente.

Por vezes, o resultado musical é apenas uma música cantarolada, sem letra, mas que toca o coração de quem ouve. Em outros casos, há uma letra, geralmente em hebraico, que depois podemos ouvir e traduzir. O estilo da música também varia. Pode ser algo muito lento, tranqüilo, ou algo mais dinâmico, quase lírico. Um bom exemplo é a música “Koach Gavriel”, onde canalizamos a parte cantada instantaneamente, e incluímos o acompanhamento posteriormente. Ouça neste link do YouTube:


http://br.youtube.com/watch?v=xpX8-e86uwU

Importante ressaltar que, para canalizar por este processo é preciso saber cantar, do mesmo modo que para canalizar por escrito é necessário saber escrever. Mas apenas saber cantar não é tudo para canalizar por este processo... É preciso estar aberto às energias que se sente enquanto o processo de canalização está em curso. Sentir a energia da pessoa e representá-la em música não é tão simples como parece. Ainda mais quando o objetivo é devolver-lhe uma música que contenha os sons necessários para reequilibrá-la e levá-la a um estado de maior bem-estar físico e espiritual.

[Se você deseja conhecer mais sobre o trabalho com Mantras Codificados e Canalização Musical, entre em contato com o autor pelo email pstekel@gmail.com]

 

Budismo no Brasil para o Século XXI - Reflexões e Metas, no Dharma

Flávio Marcondes Velloso



“A religião organizada mata o espírito,
sempre que o acomoda no que fazemos
e o inibe no que somos.”

(FMV, Escritos Esparsos, 2008,
http://fmarcondesvelloso.blogspot.com)

O presente artigo não tem a pretensão de ser uma sentença pronta e tampouco o receituário para a solução dos “problemas do mundo”. Nasceu de honroso convite com que nos distinguiu o Reverendo Genshô, diante de perguntas que formulamos no Colegiado Buddhista Brasileiro, na condição de “Membros Colaboradores”, em face da atenção de dois de seus insignes “Membros Fundadores”.

Difícil “mexer” com o status quo ante, mas o fazemos com espírito aberto e profundo respeito a cada ser humano. As diferenças de nossos corações e mentes nos fazem iguais em nossa condição de sermos homens. À frente, por certo, temos o Dharma em comum escopo, a partir de nós próprios. Eis o intento de nossa reflexão.

Para o que pretendemos propor, alguma segurança nos trazem nossas vidas passadas em berços do Hymalaia, nomeadamente as vividas enquanto monge e lama, para além de nossa formação acadêmica, vivência em continentes vários, prolongada moradia em capitais do chamado “primeiro mundo”, estudos regulares em Universidades, tais como as velhas Sorbonne e Coimbra, nos anos 80 e 90, obras publicadas, especialmente “Direito de Ingerência por Razões Humanitárias, em Regiões de Conflito”, “Tribunal Internacional de Justiça, Caminho para uma Nova Comunidade” etc. Filosofia e Economia em Londres. Magistério de Direito na Universidade Lusófona de Lisboa. Atualmente, escrevendo sobre “Iluminação Crística para o Milênio Terceiro”, esperando uma breve publicação. Encontrando-nos em nossa terra natal, Guaratinguetá, São Paulo, cidade do Presidente Conselheiro Rodrigues Alves e de Frei Galvão, o primeiro “santo” brasileiro.

Mas nada dessa identificação sobre nossa pessoa tem importância. Em mundos mais ditosos, como é sabido, nem de nomes precisamos. Comunicamo-nos em pensamento e nos conhecemos pelo que verdadeiramente somos, dispensando apresentações. Nossa luz simplesmente brilha mais ou brilha menos, conforme a pureza de nossos sentimos e ações. Neles, as palavras são pobres, como pobres são os títulos que conquistamos na Terra. Portanto, não há nenhum envaidecimento de nossa parte respeitante ao parágrafo anterior, pelo contrário! Temos plena lucidez de nossa insignificância. Entretanto, aí estão algumas linhas a nosso respeito, em razão de percebermos a necessidade, para alguns, desses breves esclarecimentos. Infelizmente, mesmo para Membros de um seleto Colegiado revelaram-se ainda indispensáveis perante o que nos foi contraposto.

As perguntas que apresentamos foram motivadas pela quase não-participação das Sanghas brasileiras face aos acontecimentos recentes no Tibete, por seu inafastável anseio de libertação espiritual, social, fim da violência e das transgressões dos direitos humanos pelos últimos cinqüenta anos:

- "No geral, onde estariam as Sanghas? Não seria o momento de o CBB recomendar definições e postura? É sabido de seus respectivos desafios internos, mas as Sanghas continuarão sem responsabilidade social?"

Reflitamos... Não estamos aqui para criticar ou disputar lugares ou louvores. Façamos isso com a elevação de nosso Buda interior. Pensamos que seja fundamental, nessa quadratura, estabelecer um “plano de metas” para os próximos anos e a partir dele trabalhar as comunidades envolvidas. Para tanto, é imprescindível ter a consciência do poder que o CBB detém e exercê-lo como um dever no Dharma. Devemos contar com a luz de cada um dos senhores líderes, do que não seria ajuizado declinar.

O que é uma Sangha? Qual a sua essência senão o Amor? Qual amor? Amar individualmente é humano. Amar universalmente é divino. Qual a dimensão que devemos tomar para o seu efetivo exercício? Na harmonia da convivência comunitária, na mantença da consciência e do seu sentido social. Quando não atingimos isso não podemos considerar o que se denomina uma verdadeira Sangha.

Lembra-nos Thich Nhat Hanh, apontando o evangelho de Mateus: - “Vocês são o sal da terra, mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens.” Para o cânone budista, os seus Reverendos, Monges, Mestres, Professores do Dharma, no conjunto das Sanghas, são o seu valoroso, temperado sal. Ainda o Venerável Vietnamita: - “o Buda disse que a água nos quatro oceanos tem um só sabor, o sabor do sal, assim como seus ensinamentos têm apenas um sabor, o sabor da liberação. Portanto, os elementos da Sangha são o sabor da vida, o sabor da liberação e temos que praticá-los de forma a nos tornarmos o sal. Quando dizemos que tomamos refúgio na Sangha não é uma declaração, é uma prática. É dito no Sutra da Terra Pura que se somos conscientes, quando o vento tocar as árvores ouviremos os ensinamentos dos Quatro Estabelecimentos de Atenção Plena, o Nobre Caminho Óctuplo... O cosmos todo estará rezando o Dharma do Buda e o praticando. Se formos atentos, estaremos realizando essa Sangha.”

Restamos de inteiro acordo com essas observações. Hoje mais do que nunca não devemos abandonar nossa sociedade, nossa cultura ou nossas raízes. O Budismo deve praticar essa consciência nas Sanghas e levá-las para fora. A prática budista deve formar e ajudar as pessoas a se ajudarem, a redescobrirem valores abafados pelos equívocos dos descaminhos e da “modernidade”. Qual a melhor linhagem? Não há “a melhor”, mas aquela em que mais se identifica cada um e interage em seu interior, “aclimatada” no espaço presente. Nessa abordagem, o Budismo brasileiro, como um todo, deve ter a autenticidade de assumir a sua cara, em parâmetros acertados. Esses parâmetros podem e devem ser estabelecidos pelo CBB. Até onde o CBB deverá recomendar a atuação social na formação e prática das Sanghas brasileiras? O brilho pela ausência das Sanghas no Debate nacional de 12 de maio último é algo emblemático, sintomático do tamanho trabalho e desafio pungente. E não se pode dizer da dificuldade de deslocamento em um país continental para se fazerem presentes, porquanto os sites de quase todas as Sanghas e outros pessoais, cuja postura virtual seria didática, sinalizadora, não assumiram sua insubstituível parcela de atuação. Quase nenhuma notícia, quase nenhuma divulgação, quase nenhuma participação, quase nenhuma campanha, enquanto o Dharma estava e continua a arder naquele espaço do globo.

Por que o Tibete? O Tibete, por motivos óbvios, por ter sido invadido e sofrer há mais de meio-século um genocídio cultural, conseqüente e forçosamente ter o seu líder espiritual e político em exílio por todo esse período - ninguém menos que Sua Santidade o Dalai Lama -, com parte de sua gente igualmente em exílio, passou a representar, naturalmente, os anseios de liberdade e respeito aos direitos humanos dos povos de todo o mundo. Portanto, implicando em lídimo e decisivo exercício de nossa cidadania universal. Não desmerecendo outras regiões necessitadas, mas fortalecendo-as pela comunidade internacional em comunhão e partilha de valores, atuações pontuais. Mianmar etc. etc. etc.

É imperioso fincar raízes aos nossos jovens, os quais, grosso modo, se encontram soltos de suas famílias, de sua sociedade, talvez pela desestrutura desses núcleos, carentes de algo a que possam pertencer e ligar a outros. Se a Sangha alimenta essa disposição formativa e age como uma grande família, os jovens sentem-se mais integrados e, por conseguinte, partícipes de sua comunidade consciente. As Sanghas haverão de ter ciência que a dor do mundo é a sua “salvação”. O amor universal, incondicional, possibilitando que perdoemos a nós mesmos em primeiro. E com a nossa transformação, mudando-se o que precisa ser mudado externamente, com muito respeito, resignação, compreensão, humildade e reconhecimento. Pois essa dor que nos contemplou em chegar até aqui é que possibilitará caminharmos ainda mais, muito mais.

Valendo-nos da autoridade de Thich Nhat Hanh, “a prática é, portanto, fazer crescer algumas raízes. A Sangha não é um lugar para se esconder de forma a se evitar responsabilidades. A Sangha é um lugar para praticar, para a transformação e a cura do ego e da sociedade. Quando você é forte, pode estar presente de forma a ajudar a sociedade. Se sua sociedade está em confusão, se sua família está desestruturada, se sua igreja não é capaz de te prever vida espiritual, então você trabalha para tomar refúgio na Sangha de forma que possa restabelecer sua força, seu entendimento, sua compaixão, sua confiança. Então, você poderá usar sua força, entendimento e compaixão de volta para reconstruir sua família e sociedade, para renovar sua igreja, para restabelecer comunicação e harmonia. Isto pode ser apenas feito como comunidade, não como indivíduos, mas como uma Sangha. Uma Sangha não é uma comunidade de prática onde cada pessoa é uma ilha, incapaz de comunicar-se com os outros. Isto não é uma Sangha verdadeira. Nenhuma cura ou transformação resultará de tal Sangha. Há muito sofrimento, sim, e temos que abraçar esse sofrimento. Mas para ficarmos fortes, também precisamos tocar os elementos positivos e quando formos fortes, poderemos abraçar o sofrimento em nós e ao nosso redor.”

Quando conseguimos a formação de grupos conscientes, “capazes de sorrir, de amar”, estaremos projetando confiança no futuro de forma a não perder o estímulo necessário para a prática quotidiana no presente. “Em uma Sangha boa e saudável há encorajamento para a mente do principiante, para nossa bodhicitta. Portanto, a Sangha é o solo e somos a semente. Não importa o quanto seja bonita e vigorosa nossa semente, se o solo não nos provê vitalidade, nossa semente morrerá. A mente principiante pode ser quebrada, destruída, perdida se não for nutrida ou apoiada por uma Sangha. Uma Sangha onde todos estão praticando a caminhada atenta, fala atenciosa, alimentação consciente parece ser a única chance para termos sucesso para terminar o círculo vicioso” do momento em curso.

O Colegiado Buddhista Brasileiro já se perguntou quais as contribuições do Budismo que devem ser implementadas para a construção de uma sociedade mais ética, justa e compassiva? O seu contributo para o amadurecimento da democraticidade e do próprio Estado democrático de Direito na sociedade em que está inserido?

O Budismo brasileiro deve ter a sua identidade, a sua voz e natural liderança no Colegiado. Todavia a conquista dessa autoridade está a meio caminho, dependente de uma maior e decidida atuação. É mister o estabelecimento eletivo desses pilares, internamente, de forma tão democrática quanto possível. Definido o seu corpo, sólida e harmonicamente, o mesmo precisará ser externado em nível de projeção nacional, interativamente junto a todas as Sanghas. Observando-se que o pior dos critérios é melhor do que critério nenhum. Para tal sorte, a elaboração de seu Estatuto e de seu Regimento Interno se faz inadiável.

Uma vez aprovados pelo CBB o seu Estatuto e o seu Regimento Interno, então a sua atuação devesse expandir para todas as Instituições, ligadas direta ou indiretamente ao Budismo. Quanto mais Sanghas e Institutos afiliados, com aceitação expressa das diretrizes do Colegiado melhor, mais dinamismo, mais responsabilidades, mais ações, mais resultados, mais inserção e influência positiva, exemplar, na edificação de uma sociedade desejável, com horizontes mais claros de um mundo novo. Ainda nos dias presentes não é vergonhosa a postura do governo federal frente à violação dos direitos humanos por parte do governo chinês? O Ministério das Relações Exteriores respondeu à Carta Aberta do Colegiado? Responderá a essa e outras questões na medida de sua intensidade junto à sociedade brasileira, pelo maior número de brasileiros nas Sanghas e nos demais meios budistas brasileiros. O CBB como voz ativa do Budismo, organizado para ter inquestionável autoridade ética e social, bem como diretrizes ponderadas de sua sabedoria espiritual. O isolamento de iniciativas em suas variadas vertentes não será mais saudável para o crescimento harmônico do conjunto do Budismo brasileiro. O CBB, salvo melhor juízo, não pode parar de liderar, crescer e agir, daqui para frente sempre assumindo novas responsabilidades sociais, para as mudanças e melhorias na qualidade de vida. A prática do CBB, a prática das Sanghas em consonância, a prática dos indivíduos então recebedores de formação consciente são fundamentais para o mundo que queremos. Mas qual o mundo que o CBB quer ver, quer ajudar a construir? Para o sábio Thich Nhat Hanh, “precisamos dar ouvidos ao nosso próprio sofrimento e ao sofrimento de nossa família, comunidade, nação e não só. A Terra está padecendo, nossa sociedade está padecendo e há tanto desespero e violência. É possível ser feliz com uma vida simples, com tempo para tomarmos conta de nós mesmos, de nossa família, daqueles que sofrem e, ao mesmo tempo, promovermos uma justiça social maior. Quando praticamos o segundo treinamento da generosidade para oferecermos nosso tempo, energia e recursos materiais àqueles que necessitam realmente deles, nossa vida torna-se repleta de significado e realização. O Budismo e a prática dos Cinco Treinamentos têm muitos meios para levar mais justiça e compaixão à sociedade. Com plena consciência, compaixão e compreensão dentro de nós, agimos naturalmente, levando a cura a nossas relações, comunidade e sociedade. Devemos estar cientes das situações de injustiça, como desigualdade entre gêneros e a exclusão da mulher, a opressão de minorias, a exploração das crianças e dos pobres. Há muitas formas de falarmos sobre injustiça e de chamarmos a atenção para aqueles que sofrem e não são ouvidos. Podemos organizar passeatas para promover a paz, pois cada passo é um movimento em direção à paz. Não se trata de uma demonstração ou de um protesto, mas sim de uma verdadeira manifestação de paz, de irmandade. Podemos escrever declarações de amor a nossos políticos e representantes. O Budismo Engajado é o primeiro de todos os tipos de Budismo praticado ao longo de todo o dia, ininterruptamente, vivendo em plena consciência e concentração quando caminhamos, dirigimos, cozinhamos, vamos ao banheiro etc. O Budismo Engajado também é a nossa prática dos Cinco Treinamentos da Plena Consciência dentro de nosso ambiente social. Praticamos a compreensão e o amor em nossa família, escola, local de trabalho, hospital, prisão, fábrica, exército, prefeitura e governo. Não precisamos usar termos budistas para trazer a prática à nossa vida diária. Nossa sabedoria é o interser, a Visão Correta Budista do mundo, no sentido de que tudo depende de todo o resto para se manifestar. Não somos apenas nosso corpo e espírito, somos também nosso ambiente. Nosso ambiente é a retribuição de nossa ação coletiva. Viver com simplicidade, desenvolver a compreensão e o amor, cuidar de nosso ambiente, assumir um compromisso em prol do desenvolvimento sustentável. Em outras palavras, seguir o caminho do Buda. Nossa civilização se auto-destruirá se não acordarmos a tempo. A prática da escuta profunda e da bondade amorosa preserva e recupera a comunicação. A prática da plena consciência possibilita a transformação e a cura, fazendo com que os pais protejam-se contra o divórcio e o distanciamento de seus filhos. Os Estudos Budistas se tornaram teóricos demais ao longo do tempo. Podemos ser doutores em estudos budistas e não saber como transformar nosso sofrimento e nossas angústias. Não temos a habilidade necessária para formar uma Sangha, para ajudar a reconciliar conflitos em nossa família ou comunidade, para praticar os treinamentos da plena consciência, a concentração e o insight. Hoje em dia, nosso conhecimento sobre o Budismo só nos permite escrever livros budistas e ensinar o Budismo nas escolas. Temos que reorganizar nossos estudos budistas e transformar nossas instituições de ensino em centros de prática também. Vamos formar instituições de Budismo Aplicado e oferecer cursos e práticas voltados à transformação e à cura. Nas escolas, nossas crianças precisam ter a chance de aprender a lidar com a raiva e a violência que trazem dentro de si, saber como escutar com compaixão e usar a fala amorosa. A instrução cívica e a ética budista devem ser ensinadas de modo que mesmo as crianças mais jovens possam praticá-las. O Dharma está disponível a muitas pessoas nesta Era Digital. Podemos participar de uma palestra no Dharma ao vivo, de uma discussão do Dharma, ou até mesmo de uma sessão de meditação sentados com um Mestre e uma Sangha sem sairmos de nossas próprias casas, a quilômetros de distância do Mestre e da Sangha. Contudo, a construção de uma Sangha requer escuta profunda, fala amorosa, compreensão, amor e apoio. Uma Sangha por correspondência não é suficiente. Uma Sangha com uma boa prática sempre carrega consigo o Buda vivo e o Dharma vivo. Assim, aprender meios de construir uma Sangha torna-se uma prática essencial. É também muito importante modernizar e atualizar nossas tradições para que permaneçam relevantes às pessoas de nossa era. O Buda nos ofereceu uma ferramenta diagnóstica muito boa sob a forma das Quatro Nobres Verdades: o sofrimento, as raízes do sofrimento, o fim do sofrimento e a prática para cessar o sofrimento. O Budismo deve ser praticado à luz das Quatro Nobres Verdades e a transformação e a cura de que necessitamos deverão acontecer aqui e agora, e não posteriormente, em outro mundo. Sabemos muito bem como apresentar teorias budistas, mas ainda não conseguimos colocar seus lindos ensinamentos em prática no aqui e agora. A prática, principalmente o Dharma vivo, deve ser bela no aqui e no agora. Vamos aproveitar esta oportunidade para compartilhar nosso insight e nosso despertar, vamos nos comprometer a viver nossa vida diária à luz deste insight e deste despertar, e apoiar uns aos outros neste caminho de vida. As contribuições do budismo à construção de uma sociedade, justa, democrática e civil devem ser observadas em nossa prática, em nossa vida diária. Através de nossa consciência, nosso despertar, nosso compromisso, podemos ser a própria mudança que queremos ver em nossa sociedade”.

Definidas, sopesadas essas considerações, seriam mais facilmente elencadas as “metas” para o Budismo no Brasil, no enfrentamento dos desafios do Séc. XXI e amadurecimento das questões seguintes:

1º O que o CBB quer para o CBB?

2º O que o CBB quer para o Budismo brasileiro?

3º O que o CBB quer para as Sanghas brasileiras?

4º O que o CBB quer para a Sociedade brasileira?

5º O que o CBB quer para os demais Povos e, de uma forma muita especial, para o Planeta Terra?

6º Em vista das cinco questões anteriores, quais as ações a serem implementadas e o organograma a que se propõe cumprir?

7º Quais as recomendações formais e as atuações a serem passadas às Sanghas, demais Instituições, direta ou indiretamente ligadas ao Dharma, e à Sociedade brasileira, para a construção de uma realidade mais equilibrada e equânime?


A sabedoria dos tempos atuais está em conseguir fora sem deixar morrer dentro. No caminho do meio resta o desafio do homem integral.

Com a máxima vênia, é tempo de mais semeadura. É tempo de mais transformação. Nós, pessoalmente, acreditamos na grande capacidade de cada Membro e no potencial imenso do Colegiado Buddhista Brasileiro. Estamos, portanto, profundamente convosco. Estejam também conosco.



Fraternal e cordialmente,

Flávio Marcondes Velloso, prof.
http://fmarcondesvelloso.blogspot.com
VIII-2008

Post Scriptum

“Que eu me torne em todos os momentos, agora e sempre,
um protetor para os desprotegidos,
um guia para os que perderam o rumo,
um navio para os que têm oceanos a cruzar,
uma ponte para os que têm rios a atravessar,
um santuário para os que estão em perigo,
uma lâmpada para os que não têm luz,
um refúgio para os que não têm abrigo e
um servidor para todos os necessitados.”
(Dalai Lama)

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terça-feira, 2 de setembro de 2008

 

Promoção Ediouro & Revista Horizonte - Leitura Holística



Sorteio de um exemplar do livro “Como saber quem você é”, do Dalai Lama.

Inspirado em experiências de vida do próprio Dalai Lama, este livro mostra como reconhecer e repelir noções equivocadas sobre o eu e abraçar o mundo a partir de uma perspectiva mais realista e amorosa. Um guia inspirador e fortalecedor para a conquista do autoconhecimento, para pessoas de todas as crenças.

Wallpaper, um capítulo gratuito e vídeo disponíveis em:

http://www.ediouro.com.br/comosaberquemvocee

O objetivo desta promoção, uma parceria da Ediouro com a Revista Horizonte - Leitura Holística e a Comunidade Free Tibet Brasil, é incentivar a leitura e aproximar o público leitor dos lançamentos de seu interesse. A Ediouro é a única editora a investir na mídia social disponibilizando um capítulo gratuito.

Como funciona? Simples. Poste aqui um comentário sobre o texto do capítulo gratuito do livro do Dalai Lama disponibilizado em http://www.ediouro.com.br/comosaberquemvocee até o dia 15 de setembro, à meia-noite, hora de Brasília. Será aceita apenas uma postagem por usuário. Qualquer pessoa pode participar. No dia 16 de setembro, anunciaremos o sorteado cujo comentário for considerado o mais legal de todos. O anúncio será feito neste blog e na Comunidade Free Tibet Brasil no Orkut - link http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=220201 . Então, o sorteado deverá repassar os dados para envio do livro. A responsabilidade pelo envio será da Ediouro.

Observação: Mais dois exemplares serão oferecidos através da Comunidade Free Tibet Brasil no Orkut - link http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=220201 . Ali, só poderão participar os membros da comunidade Free Tibet Brasil, e o processo de sorteio será diferente, mas o término da promoção será no mesmo dia 15 de setembro, com anúncio dos sorteados no dia 16 de setembro.

Dúvidas devem ser remetidas ao email pstekel@gmail.com (sorteio de 2 exemplares pela Free Tibet Brasil) ou hug.horizonte@gmail.com (sorteio de 1 exemplar pelo blog da Revista Horizonte – Leitura Holística).

O livro

Em Como saber quem você é, Dalai Lama trata de uma questão fundamental do budismo: o autoconhecimento. E o faz com a gentileza e a precisão necessárias para esclarecer um conceito discutido e comentado demais e vivido de menos em nossos tempos. Na tradição budista de mais de 2.500 anos, as noções equivocadas da individualidade, as falsas aparências e a ilusão dos prazeres mundanos sempre foram encaradas como as grandes distrações do homem em seu caminho rumo à iluminação. O primeiro passo para eliminá-las é o reconhecimento da ignorância e de todas as deformações criadas por ela. O segundo passo é entender como funciona a mente ignorante, seus mecanismos e suas distorções. E finalmente, por meio da mente controlada e atenta, a eliminação dos maus hábitos e dos pensamentos que nos afastam de nossa essência e de uma percepção mais amorosa e menos egoísta da realidade.

Com inteligência e bom humor, por meio de parábolas tradicionais e anedotas pessoais, somos convidados a pensar e também a praticar o caminho do autoconhecimento como forma de desenvolvimento pessoal, em mais uma obra inspiradora do líder religioso tibetano e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1989.

ISBN: 9788522009831
Formato: 13,5 x 20,8 cm
Número de páginas: 240

Sobre o autor

Sua santidade “O décimo quarto Dalai Lama, Tenzin Gyatso, nasceu em 1935 numa família camponesa no nordeste do Tibete e foi reconhecido aos dois anos como a reencarnação de seu predecessor, o Décimo Terceiro Dalai Lama, e em 1950 assumiu a autoridade política e religiosa do seu país. Alguns anos após a invasão chinesa, exilou-se em Dharamsala, norte da Índia, e se tornou uma das pessoas mais influentes do mundo com a sua mensagem de amor, não-violência e compaixão, sendo laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1989. Tem mais de setenta livros publicados, já visitou mais de sessenta países em todos os continentes e se define como “um simples monge budista”

“Para se desenvolver um coração bondoso, um sentimento de afeto por todos os seres, não é necessário seguir uma prática religiosa convencional. Isso não é somente para aqueles que acreditam na religião. É para todos, independentemente de raça, religião ou filiação política. É para todos que se consideram, acima de tudo, membros da família humana, capazes de abraçar essa perspectiva mais ampla e mais longa.”

“O mundo está se tornando menor agora, a tal ponto que todas as suas partes são obviamente parte de você mesmo. Assim, a destruição de seu inimigo é a sua própria destruição. O próprio conceito de guerra está ultrapassado. Se o século XX foi o século do derramamento de sangue, o XXI tem de ser o século do diálogo.” Dalai Lama.

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