quinta-feira, 23 de outubro de 2008

 

[Evento] 1ª Conferência sobre Felicidade Interna Bruta

Equipe Horizonte



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Vejam o que a Wikipédia diz sobre “Felicidade Interna Bruta”:

"O termo foi cunhado pelo rei do Butão Jigme Singye Wangchuck em 1972 em resposta a críticas que diziam que a economia do seu país crescia miseravelmente. Essa declaração assinalou seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas. Assim como diversos valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos que definido especificamente.

Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento primam pelo crescimento econômico como objetivo primordial, o conceito de FIB se baseia no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana se dá quando o desenvolvimento espiritual e o material acontecem lado a lado, complementando e reforçando um ao outro. Os quatro pilares da FIB são a promoção de desenvolvimento sócio-econômico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção de valores culturais, a conservação do meio-ambiente natural e o estabelecimento de boa governança."

Link original: http://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade_interna_bruta

Saiba mais sobre o FIB na matéria da revista National Geographic Brasil, O iluminado caminho do Butão.

Conferência Nacional sobre FIB

29 de outubro
16h às 21h30
SESC Pinheiros
Ingressos de R$2 a R$8

31 de outubro
10h30
Auditório DGA da Unicamp
entrada franca

1º e 2 de novembro
Parque Visão Futuro
Informações e inscrições: 15 3257-1243/1540
Email: visaofuturo@visaofuturo.org.br

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

 

Música & Canalização

II – Mantras codificados e música espontânea

Paulo Stekel/Danea Tage



Uma nova música para um novo mundo?

Música visionária, música multidimensional... música para uma “nova era”? A música passou por muitas fases nos últimos cem anos. Mas o que poderíamos chamar de “música espiritual” passou por mudanças ainda maiores. O que era para ser uma música para um novo mundo se tornou a base de toda a música eletrônica atual.

Até a década de 1960, a única música que poderíamos chamar de “espiritual” seria a música religiosa tradicional, como os hinos cristãos, o “spiritual” protestante dos EUA, a música indiana, a música religiosa africana e os cânticos tribais de várias partes do mundo.

Com o advento dos sintetizadores, que se popularizaram na década de 1970, as coisas mudaram. Uma música mais suave, “espacial”, eletrônica, foi tomando conta da “cena” espiritual, através de artistas como Vangelis, Kitaro, Tomita, Brian Eno, Mike Oldfield e Jean Michel Jarre. Nenhum deles tinha noção de que estavam, em conjunto, produzindo um estilo musical que passaria, a partir da década de 1980, a ser pano de fundo para meditações dirigidas, cultos “universalistas”, ioga, sessões de massagem e atendimentos com terapias alternativas. Era o “movimento nova era” (new age). Ainda que a música destes artistas seja considerada até hoje como “new age music” (música da nova era), nenhum deles reconhece este rótulo. Isso é justo, pois cada um fez seu trabalho de forma independente, e sem motivações espirituais, necessariamente. Apesar de Jarre ser budista e de Kitaro ser discípulo de Osho, suas músicas são produto de suas próprias sensibilidades geniais.

Na mesma década de 1980 surgiram outros artistas, como Enya, Loreena McKennitt, Andreas Vollenweider. Seu estilo definiu o que seria considerado como música da nova era: sintetizadores, instrumentos alternativos, voz suave, cena céltica, seqüências longas e repetitivas. Fora a irritação de Vollenweider, que se recusou sempre a considerar-se músico “new age”, os demais nunca se importaram com isso. A primeira rádio a tocar só música “new age” surgiu nos EUA: a KLRS (Colours) em Santa Cruz, Califórnia. Entre os artistas proeminentes que passaram a criar música “new age” especificamente para cura ou meditação estão Aeoliah, Deuter and Steven Halpern.

Outros artistas, cuja música não pode ser facilmente classificada, e que mostram muita diferença de estilo entre si, também têm sido rotulados como “new age”: George Winston, Dean Evenson, Will Ackerman, Ray Lynch, Suzanne Ciani, Jim Brickman, B-Tribe, GregZ, Deep Forest, Enigma, Yanni, Oscar Lopez, Mike Oldfield e Steve Roach.

Atualmente, a música antes chamada “new age” recebeu novas denominações, como “instrumental contemporâneo”, “instrumental para adultos”, “instrumental contemporâneo para adultos” (termo sugerido por Steven Halpern, em 1999) ou simplesmente “música eletrônica”, sendo colocada no mesmo rol de todas as demais formas eletrônicas de música, como a dançante, o trance, o ambient, etc. O fio que une tudo é o objetivo: uma música eclética baseada em sintetizadores, instrumentos étnicos e voz suave, mantras, e com viés espiritual, que pretende levar a consciência a um nível transcendental, capaz de promover paz, cura, relaxamento e alegria.

A música eletrônica atual, que toca nas rádios, nas festas eletrônicas e pela Internet, deve muito ao que se chamou anteriormente de “new age music”. A música eletrônica dançante usa os mesmos instrumentos e as mesmas idéias da “new age”, embora esteja ausente uma idéia de espiritualidade, ainda mantida, contudo, no estilo “trance music”.

Música canalizada e seus processos

A música canalizada começou a aparecer nesta cena na década de 1980, mas de modo modesto. Na década de 1990, foi se intensificando fora do Brasil e, só recentemente, apareceram alguns trabalhos nacionais, geralmente com selos independentes. O estilo das músicas canalizadas é o da “new age music”, com certeza. Mas o diferencial é a espontaneidade da criação. Por isso, também é chamada de “música espontânea”, flertando com a música experimental. A música canalizada pode ser de dois tipos específicos: aquela que pode realmentente ser chamada de “música espontânea”, quando é canalizada por inteiro (sendo gravada enquanto tocada ou cantada e depois apenas finalizada); aquela que é canalizada em partes, mas passa por um processo de edição em estúdio que melhora o efeito sonoro.

A música canalizada cantada é bem mais rara que a instrumental, e por motivos óbvios: é mais difícil controlar a voz do que um teclado, ainda mais se ela possui letra e rima. Quando canalizamos a música “Koach Gavriel”, apresentada no artigo anterior, a parte da voz veio automaticamente. Só depois criamos o acompanhamento no teclado. Várias pessoas nos contataram assim que a música apareceu no YouTube, querendo saber o que estávamos cantando. Abaixo, apresentamos as letras hebraicas do texto cantado:



A música foi canalizada através da inspiração de “Danea Tage”, nosso mentor desde 1991. Ao analisarmos o texto, observamos duas diferenças de pronúncia especiais: a palavra “kochô” [se lê “corrô”], significando “seu poder” é pronunciada como “koachô” [“coarrô”]; a expressão “umikhael” (se lê “umirrael”) é pronunciada como “wemikhael” [“uemirrael”], significando “e Miguel”. Isso pode significar uma pronúncia antiga das palavras ou uma forma alternativa desconhecida do Hebraico antigo. No mais, a pronúncia figurada e a tradução do mantra canalizado é:

“Gavriel, ani rotsê coarrô. Ani rotsê malarrê Elohím. Ani rotsê Refael ueMirrael. Haniel, ani rotsê malarrê Iavé. Ani rotsê Tsafquiel veTsadquiel. Ani rotsê côarr Samael. Amen (7x).”

“Gabriel, eu sou aquele que aprecia seu poder. Eu sou aquele que aprecia os anjos de Elohim. Eu sou aquele que aprecia Rafael e Miguel. Haniel, eu sou aquele que aprecia os anjos de Iavé. Eu sou aquele que aprecia Tsafquiel e Tsadquiel. Eu sou aquele que aprecia a força de Samael. Amen (7x).”

Como se pode observar, trata-se de uma invocação aos Sete Anjos Planetários, segundo a Cabala zohárica. Contém ainda dois nomes de Deus: Elohim e Yavé. Segundo os ensinamentos que recebemos, Yavé é a manifestação divina individual no mundo, enquanto Elohim é a manifestação coletiva deste mesmo Deus.

Para aqueles que desejam conhecer os sons relacionados a cada uma das 22 letras hebraicas, e que são a base para a codificação de mantras cabalísticos, postamos o vídeo a seguir, em que cada som aparece harmonizado em várias oitava ao mesmo tempo:


http://br.youtube.com/watch?v=LJd0-kI27r8

Experiências com o mantra codificado “Qadosh”

Postamos ainda dois vídeos importantes. Eles trazem duas versões do primeiro mantra que codificamos, no ano de 1993: o “Qadosh”. A versão do primeiro vídeo é de 1993, e segue exatamente o que testamos na época, através de uma transmissão por ondas de rádio em uma vigília ufológica realizada na cidade gaúcha de Itaara (naquele tempo, distrito de Santa Maria). Quem quiser testar o áudio deste mantra para a mesma experiência... sinta-se à vontade:


http://br.youtube.com/watch?v=1sVupfUiP4Y

A versão do segundo vídeo é de 2006, e está mais trabalhada, mas julgamos que tenha praticamente o mesmo efeito, talvez fazendo a energia fluir um pouco mais rapidamente, enquanto a primeira versão é mais relaxante:


http://br.youtube.com/watch?v=H1D8uCO4rKU

Em nosso segundo livro, “Projeto Aurora – retorno a linguagem da consciência”, relatamos um pouco de nossas experiências com o uso deste mantra codificado na época em que coordenávamos um grupo chamado “Projeto Aurora”. Eis alguns trechos:

“Um dos membros do “Projeto Aurora”, o já citado E.B.L.S., era um técnico em eletrônica de 19 anos, filho de outro militar da aeronáutica. Sua especialidade era física e eletrônica, uma espécie de “geniosinho” para uns e um “nerd” para outros. Ao conversarmos sobre logolinguagem, sobre Princípios Fonológicos e sobre a intenção de escrevermos um livro, ele sugeriu o seguinte: se é possível transformar estes “princípios” em sons musicais, por que não fazer isso durante uma vigília, codificando uma mensagem que os extraterrestres pudessem entender como um pedido de contato? A idéia era instigante. Mas também arriscada. O local deveria ser tanto adequado quanto seguro para um experimento destes.

(...) Nossa amizade com o comandante da Brigada Militar (a polícia militar do RS) na região de Santa Maria – o sr. A.M.M – facilitou que conseguíssemos autorização para fazer vigílias na Fazenda da Brigada Militar, localizada na serra de Itaara, numa região chamada Filipson, outrora um núcleo de colonização judaica, um dos mais antigos do Brasil. Oficialmente os documentos dizem que faríamos “acampamentos de jovens”. Mas o comandante sabia o real motivo e nos prometeu guardar segredo para evitar que a notícia se espalhasse. Apenas o sargento responsável pela fazenda saberia, mas estava instruído a também guardar segredo. Afinal, ele mesmo, segundo nos contou depois, vira bolas de fogo nos campos certa vez.

A primeira vigília nesta fazenda contou com cerca de dez pessoas. Por prudência e para reconhecer o terreno, não fizemos transmissões desta vez.


(...) Conversávamos animadamente, quando notamos uma luz que pareceu se acender no horizonte oeste. Naquele lado havia uma barragem, a Barragem de Val de Serra, e mais nada. E ali não havia luzes, como depois verificamos.

A luz que se acendera apagou alguns segundos depois. Apareceu outra no ponto extremo esquerdo do horizonte. Pensamos: são duas luzes diferentes. Mas, o que são? Esta segunda luz apagou também e surgiu uma terceira no meio do horizonte. Esta dança de luzes surgindo e desaparecendo durou praticamente a noite toda. Em determinado momento elas passaram a também se mover para a esquerda ou para a direita, mas não para o alto nem para baixo. É como se estivessem flutuando, pois não se sentia flutuação do terreno, caso fossem automóveis. As luzes também não variavam sua intensidade, como percebemos em luzes de carros numa estrada.


(...) Retornamos na semana seguinte, desta vez com menos gente. Levamos o transmissor, o teclado e um binóculo. Durante a tarde, fomos a pé até a região da Barragem de Val de Serra, o lado de onde surgiram as luzes, para saber se havia estradas, construções ou algo que as explicasse. Nada. Apenas campo, mato e a barragem. A distância entre nosso acampamento e a barragem, de onde pareciam surgir as luzes, era de no máximo dois quilômetros. A casuística ufológica confirma que discos voadores são vistos com freqüência próximos a lagos, rios, mares e barragens, bem como em campos, florestas e lugares ermos.

(...) Naquela segunda vigília, E.B.L.S., o construtor do transmissor, não pôde estar presente, mas como tudo era simples de manusear, isso não foi um problema. Anoiteceu e as luzes apareceram novamente, como a nos dar boas vindas. Se fossem luzes de casas, não ficariam acendendo e apagando a noite toda. Se fossem de carros ou de tratores, se moveriam irregularmente no terreno.


(...) Após as 20:00 iniciamos as transmissões, tendo as luzes bem a nossa frente. Tudo parecia ir bem, quando começamos a ouvir um ronco poderoso nos radinhos que leváramos, ao invés do som do teclado. O ronco persistiu enquanto tentamos continuar as transmissões. E as luzes continuavam no horizonte, como antes. Guardamos os equipamentos e, com o binóculo, foi possível ter maiores detalhes das luzes: eram bolas luminosas, com aparência etérea, não sólida, com um núcleo mais luminoso. Pareciam estar a uma certa altura do chão – difícil precisar, talvez uns dois a cinco metros. Nenhum detalhe a mais.

(...) Ao retornarmos da vigília, procuramos E.B.L.S. para saber se o transmissor tinha algum defeito, devido à interferência que ouvimos. Não se constatou qualquer defeito e, num teste, o aparelho funcionou normalmente. O que foi aquilo, então? Interferência causada pelas luzes que víamos? Uma resposta inteligente? Cremos que sim. Por vezes, ao fitarmos as luzes podíamos “sentí-las”, como se uma inteligência ali estivesse. Era uma sensação muito estranha de estarmos sendo observados.”


[“Projeto Aurora – retorno a linguagem da consciência” - Versão atualizada de 2006]

Além do exposto, o mantra codificado “Qadosh” apresenta alguns efeitos já relatados por pessoas que o experimentaram: inspiração, sensação de cores diferentes do usual, de proteção, de coragem, força e alegria. Vale a pena testar.

Música para reequilíbrio

Faz tempo que a musicoterapia preconiza música clássica para certos desequilíbrios, como Beethoven para diminuir a timidez, Brahms contra o medo, Haydn para esgotamento nervoso, Strauss contra a depressão e Schubert contra problemas de sono. Não há dúvida de que deve funcionar, pois a música tem um poder inequívoco sobre nossas emoções. Tanto pode nos fazer rir como chorar, relaxar ou irritar, dependendo do caso.

É claro que ouvir música estridente por horas a fio não é uma boa terapia nem uma forma de relaxamento, além de levar ao risco de doenças e ao prejuízo da memória, devido ao excessivo derramamento de hormônios sem o posterior gasto da energia acumulada. O Dr. Hermann Rauhe (Hamburgo) já declarava isso em 1975.

De fato, os antigos acreditavam que a música obedecia a certas “leis ocultas”. Estas leis parecem ainda estar ocultas, apesar da grande influência musical em nossa era, como se pode observar nas terapias musicais e mesmo no dia-a-dia de todos nós. Mas todos somos influenciados por ela, homens, animais e até plantas, como confirmado por experiências de labotarório. Os antigos sabiam disso, bem como da capacidade inata que temos de “canalizar” música a partir de níveis internos. Em certas tribos da América do Norte, o sacerdote curava incentivando o doente a cantar melodias “inventadas” na hora pelo paciente. Assim, o doente concentrava suas forças e mudava o foco mental. É a mesma função dos mantras no Budismo Tibetano, por exemplo.

Entre os efeitos “ocultos” da música está um pouco observado: a influência de uma música não se limita ao instante em que a escutamos, mas se mantém em nosso inconsciente por um tempo relativo. No momento em que o cérebro registra a melodia, algo acontece em nosso ser interno e continua acontecendo por um tempo que depende do tipo de música, do nosso estado ao escutá-la, do ambiente em que estamos e das pessoas que nos rodeiam. Uma música adequada alimenta nosso eu interno e relaxa, inspira criatividade, conhecimentos novos e atitudes sadias, além de promover expansão da consciência.

Quando nos foi perguntado sobre a diferença entre simplesmente aprender a tocar e/ou cantar uma música e “canalizá-la”, respondemos: “a espontaneidade, a entrega ao eu interno que se abstrai do externo, a sensação de unicidade com o cosmos e o arrefecimento do ego ilusório.” A música “canalizada” é uma expressão completa do “ser musical”, a nosso ver. As grandes obras clássicas parecem ter saído de processos assim... Beethoven parecia simplesmente “ouvir” o que compunha... estando já surdo.

Música de terceira geração

Há muito mais informação de qualidade espiritual na música do que podemos exprimir por palavras. Por isso, praticamente todas as religiões a colocam em lugar de destaque em suas estruturas (mantras, rezas, cantos gregorianos, ragas, spirituals, cantos tribais, hinos, invocações melódicas, etc.). A música “embutida” nas religiões pode ser chamada de “música de primeira geração”. Seu efeito terapêutico é verdadeiro, mas está conectada a valores arcaicos e sectários, e tem seus evidentes limites.

A música moderna, desde a popular, que toca nas rádios, até a world music, considerada “alternativa”, está no que chamamos de “música de segunda geração”. É a música do Século XX e ainda será a música de boa parte do Século XXI, cremos. Seu efeito é variado, pois esta música é muito variada, por vezes dinâmica e alegre, por vezes deprimente e triste. Seu verdadeiro diferencial é a tecnologia que usa e a criatividade.

Contudo, há uma nova forma de música que vem surgindo na Terra, uma música que usa a tecnologia criativa da segunda geração e o mote espiritual da primeira, mas sem a desarmonia de certos estilos da segunda geração ou a limitação sectária da primeira: É a “música canalizada”, recebida através de “sintonizadores” em várias partes do mundo há pelo menos duas décadas, e que vem se intensificando cada vez mais. Mas o que é essa música de terceira geração? Do ponto de vista técnico pode não ser muito diferente da música de segunda geração. Contudo, a forma como é criada (“sintonizada”) e o seu propósito são processos diferenciados. Esta música é uma nova forma de codificação da informação espiritual que nos é transmitida tanto por nosso próprio eu interior, quanto por consciências espirituais vivendo em outros planos, mundos ou níveis paralelos. Por isso mesmo, essa música tem o seu próprio simbolismo, gerando comandos subliminares, verdadeiros recados ao nosso eu imperfeito, para que este se aquiete e deixe fluir a mensagem do eu interno, que é o verdadeiro comandante. Se aceitamos estes recados, a energia flui sem barreiras por nosso corpo físico, emocional, mental, etc, ativando chacras, potenciais adormecidos e quebrando padrões de comportamento cristalizados. Tudo isso é necessário para termos um mundo novo, ou antes, uma nova humanidade...

Uma música canalizada pode ser uma espécie de “auto-retrato” (quando vem do próprio eu interior) ou a captação da energia mais sutil de outra pessoa (cada um emite uma vibração peculiar), ou ainda a captação do ambiente, da inspiração de mentores invisíveis ou de uma coletividade espiritual. É uma verdadeira “tecnologia musical espiritual” para o Terceiro Milênio, capaz de nos aproximar do que os antigos indianos chamavam de “som cósmico criador” (shabda). Todos temos relação com este som, de modo que cada um de nós possui uma “nota de harmonia”. Descobrí-la, é uma de nossas missões.

Atualmente já são realizados em alguns lugares do mundo workshops de música canalizada. Em certos casos, já se utiliza símbolos ao mesmo tempo em que se canaliza, de modo que os ouvintes podem entrar em estados meditativos ou em relaxamento, captando mais do que o normal ao ouvir um música. Os símbolos emitidos têm relação com a freqüência da música canalizada. Os mantras codificados podem seguir a mesma estrutura, e neles o uso de símbolos concomitantes pode ser ainda mais útil, já que permite alcançar níveis de consciência específicos e mais elevados.

Em alguns anos, cremos que o que hoje são apenas simples workshops de música canalizada, passará a ser algo como megashows populares: milhares de pessoas se divertindo, ouvindo música sadia e ao mesmo tempo, expandindo a consciência. É questão de tempo.

Duas músicas canalizadas

Encerramos, deixando a vocês duas músicas canalizadas que fizemos recentemente. A melodia básica foi canalizada de uma só vez, enquanto os demais arranjos e acompanhamentos foram inseridos posteriormente, mas seguindo a harmonia original que nos foi inspirada.

A primeira música se chama “Horizon – parte 1”:


http://br.youtube.com/watch?v=4MfmGGE7pSE

Esta música, quando foi canalizada, transmitiu-nos a idéia de energia, de crescimento interior, de caminhada rumo a uma nova vida espiritual, de um novo paradigma.

A segunda música se chama “Horizon – parte 2”:


http://br.youtube.com/watch?v=Lo9sXZKbT-M

É mais lenta que a anterior, de modo que relaxa mais. Quando foi sintonizada, transmitiu-nos a idéia de reflexão, de interiorização e de autodomínio.

Permita-se, caro leitor, experimentar a viagem interior proporcionada por estas músicas sintonizadas especialmente para você.

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Se você deseja conhecer mais sobre o trabalho com Mantras Codificados e Canalização Musical ou organizar um workshop, pedir sua música canalizada ou seu mantra codificado, entre em contato com o autor pelo email: pstekel@gmail.com

Mais vídeos sobre música canalizada e mantras codificados estão disponíveis no Canal de Paulo Stekel no YouTube: http://br.youtube.com/user/PauloStekel

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[Entrevista] Monge Shaku Shoshin (Dr. Joaquim Monteiro)

Budismo vivo no Século XXI – Questões pertinentes

Entrevista concedida a Paulo Stekel



Sempre tivemos o desejo de entrevistar o Dr. Joaquim Monteiro, cujo nome religioso é Rev. Shaku Shoshin. Este desejo tornou-se mais intenso por sua visível participação em protestos pró-Tibete no Brasil, a partir de março deste ano. O vimos de relance durante o encerramento do ano novo tibetano, no Chagdud Gonpa Brasil, e não pudemos conversar.

Em março, o Rev. Shaku Shoshin foi uma das cerca de 30 pessoas que participaram dos protestos em prol do Tibete junto ao Consulado da China, em São Paulo. Em maio, participou, no Plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, do debate público sobre a questão tibetana, manifestando contundentes e compassivas ponderações. Por fim, em 23 de agosto, o monge estava presente, aliás, era o único sacerdote budista presente, no protesto de luz promovido por Mariane Alexandre, atualmente a Coordenadora Estadual (SP) do movimento Tibete Livre – Brasil, protesto este realizado em frente ao Consulado da China, em São Paulo. Ali entoou mantras e celebrou preces. Inequivocamente, o Rev. Shaku Shoshin é um budista engajado em causas sociais, como poucos budistas brasileiros, infelizmente.

Joaquim Monteiro (seu nome verdadeiro) é psicólogo, escritor, tradutor e Doutor em estudos Budistas pela Universidade de Komazawa (Tóquio, Japão), na especialidade “Budismo Chinês” (2000). É autor de diversos livros e artigos acadêmicos, a grande maioria deles em japonês. Pertence ao Budismo Terra Pura japonês, uma escola do Budismo Mahaiana.

A entrevista a seguir é pautada por questões atuais do Budismo no mundo e no Brasil, a questão tibetana, os direitos humanos e o Budismo Engajado:

Horizonte: Depois de cerca de 2500 anos de história, o Budismo agora se encontra com realidades como a globalização, a era da Internet, o laicismo, etc., onde tudo parece integrado e as informações fluem de modo a refletir uma diversidade cultural, mas uma necessidade de unidade moral e ética. Como você vê o futuro da prática budista a partir do século XXI, no mundo e no Brasil?

Rev. Shaku Shoshin: É um fato indiscutível que o Budismo confronta uma situação absolutamente inédita nesse começo de século. Acredito que seja necessário um esforço de pensamento no sentido de refletir sobre a sociedade do capitalismo globalizado a partir de premissas budistas. Só um esforço de pensamento capaz de pensar a sociedade contemporânea a partir das premissas da tradição budista poderá fornecer os fundamentos de uma nova modalidade de prática budista no mundo e no Brasil. Acredito que essa seja uma necessidade premente no Brasil, na medida em que a prática budista entre nós ainda não está alicerçada em uma reflexão a partir da tradição.

Horizonte: Está nascendo um "budismo ocidental" e um "budismo brasileiro"? O que estas formas teriam de diferente das tradicionais?

Rev. Shaku Shoshin: Parece-me realmente que está em curso a formação de um Budismo especificamente ocidental. Como o Budismo se faz presente em muitas sociedades ocidentais de um caráter completamente diverso e praticamente todas as tradições budistas estão presentes no Ocidente acho difícil prever o rumo que esse “Budismo ocidental” em formação irá assumir. É mais fácil responder a respeito da formação de um “Budismo brasileiro”, pois não só participei diretamente de alguns períodos de sua formação como também estou engajado em suas atuais questões. Assim sendo, se torna mais fácil pensar a respeito do atual “Budismo brasileiro” tanto em termos de seus avanços mais significativos quanto em termos dos obstáculos que vem encontrando.

Acredito que o desenvolvimento do “Budismo brasileiro” na sociedade do pós-guerra pode ser dividido grosseiramente em três períodos. O primeiro está centrado nas décadas de 60 e 70. Trata-se de um Budismo fortemente marcado pela mentalidade da contracultura e por uma perspectiva essencialmente individualista. A influência desse período ainda é muito forte no atual “Budismo brasileiro”, mas uma parte considerável de sua mentalidade me parece ser constituída de um saudosismo nostálgico que precisa ser urgentemente superado. Em termos de escolas esse período foi marcado por uma influência dominante do Theravada e do Zen, mas acredito existirem algumas seqüelas nessa influência que precisam ser superadas criticamente. A visão do Theravada nesse período era fortemente marcada por uma perspectiva falsamente modernista dessa escola como o “Budismo original” compreendido como um racionalismo e como um humanismo em contraste com as “distorções” do Budismo posterior. Isso se traduz até hoje em uma visão extremamente pobre da própria tradição Theravada: acredito que a superação critica dessa mentalidade é uma das grandes tarefas do atual Budismo brasileiro. No caso do Zen ocorreram distorções ainda mais severas: a influência de D.T.Suzuki provocou terríveis distorções como o anti-intelectualismo e o desprezo pela doutrina e pelo pensamento budistas. Acredito que uma crítica severa ao pensamento de D.T.Suzuki se constitua em uma das questões mais importantes do atual “Budismo brasileiro”. A meu ver Suzuki apresenta uma perspectiva essencialmente mágica do Budismo que ajudou a enraizar uma postura individualista que despreza o pensamento budista e que se constitui em um sério obstáculo ao desenvolvimento da Sangha budista em nosso país.

O segundo se deu a partir dos meados da década de 90 através da introdução das diversas linhagens do Budismo tibetano em nosso país. Nesse período o Budismo começou a ter uma visibilidade social bem maior e sua influência se expandiu bastante para além das comunidades étnicas de origem oriental.

Acredito que o terceiro período, que agora vivenciamos se constitua em uma avaliação crítica dos avanços e dos obstáculos presentes nos dois períodos anteriores. Com a expansão das comunidades budistas brasileiras e com sua crescente presença na sociedade não será possível evitar a questão da relação dessas comunidades com a sociedade brasileira. Acredito assim, que o essencial no momento é fortalecer a educação e o estudo sistemático do Budismo. Acredito também que só existirá um “Budismo brasileiro” no momento em que os budistas começarem a pensar a sociedade brasileira a partir das premissas da tradição budista.

Horizonte: Durante o levante tibetano de março deste ano, você foi um dos poucos praticantes budistas do Brasil a falar e escrever abertamente sobre a questão, condenando a repressão patrocinada pelo regime autoritário chinês. O que o moveu nesta direção e o que parece ter impedido que outros líderes budistas se manifestassem com a mesma veemência?

Rev. Shaku Shoshin: As posturas que assumi durante o levante tibetano foram derivadas em parte do estudo e da reflexão que venho desenvolvendo há mais de duas décadas sobre a questão tibetana e em parte de um sentimento de urgência que me fez perceber que estava enfrentando um momento de importância decisiva. Senti que era chegado o momento de passar à ação. No que diz respeito às lideranças budistas a que você se refere não posso dizer nada de conclusivo a respeito dos eventuais obstáculos que as impediram de agir. Com umas poucas exceções os líderes budistas brasileiros responderam à atual situação através de um silêncio para mim incompreensível. Não quero e não posso dar uma resposta conclusiva a respeito da postura dessas lideranças a que se refere, mas acredito que seu silêncio talvez seja uma expressão da mentalidade individualista que tem bloqueado tanto o estudo sistemático do Budismo em sua relação com a sociedade contemporânea quanto a formação de uma visão comunitária conducente à práxis social. Se for esse realmente o caso, acredito que a superação dessa mentalidade seja precisamente a tarefa mais importante das lideranças budistas brasileiras.

Horizonte: Poderíamos dizer que essa omissão na época do levante tibetano por parte de líderes budistas, em especial a comunidade brasileira do Budismo Tibetano, constitui-se num contrasenso? Pelo menos, esta tem sido a opinião que muitas pessoas, budistas ou não, têm remetido a nossa redação!

Rev. Shaku Shoshin: Essa é outra questão que não posso responder de forma conclusiva. Tenho pouco contato cotidiano com as Sanghas tibetanas em nosso país e muito poucas experiências de diálogo com seus líderes. Levantando uma hipótese a ser confirmada, essa postura dos budistas de tradição tibetana pode ser uma falha circunstancial da introdução dessa tradição ou pode ser a expressão de que o processo de introdução do Budismo tibetano no Brasil possui aspectos mais problemáticos do que geralmente se pensa. Tive até hoje muito pouco contato com os budistas de tradição tibetana no Brasil, mas percebi através desses contatos alguns pontos extremamente positivos e alguns aspectos possivelmente problemáticos. O que sinto como a contribuição mais consistente do Budismo tibetano em nosso meio é que ele conseguiu formar uma minoria de estudiosos sérios do pensamento budista em um nível jamais divisado em nosso país. No entanto, sinto que o senso comunitário centrado nas linhagens talvez tenha sérias dificuldades na passagem para a práxis social concreta. Todas essas são questões que gostaria de compartilhar em um eventual diálogo com os líderes das tradições tibetanas no Brasil.

Horizonte: Você faz parte do Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB). Qual tem sido a posição do CBB quanto à questão tibetana, em particular, e quanto a questões sociais de ordem geral? Os membros compartilham a noção de um "budismo socialmente engajado" proposto pelo monge vietnamita Thich Nhat Hahn?

Rev. Shaku Shoshin: A formação do CBB foi um acontecimento fundamental para o atual “Budismo brasileiro” pois se constitui em um indício de que o Budismo começa a sentir a necessidade de atuar de forma mais planejada e sistemática no momento em que passa a ultrapassar as antigas fronteiras demarcadas pela mentalidade individualista. No entanto, é um fato que os membros do CBB possuem visões bastante díspares tanto a respeito do Budismo quanto no que diz respeito à sociedade. Existe assim uma séria dificuldade de formar um consenso mínimo que possibilite uma ação concreta em nosso contexto. A respeito da questão tibetana a postura do CBB tem se expressado como um apoio ao movimento de libertação do povo tibetano, mas acredito que seja necessário um debate interno mais intenso e mais sistemático. Como um exemplo, posso apontar para a necessidade urgente de um debate interno a respeito das propostas muito consistentes defendidas pelo Professor Flávio Marcondes Velloso a respeito de um possível encaminhamento pelo governo tibetano no exílio de um processo de reintegração de território para a Corte internacional de Haya. Acho esse um debate inescapável. No que diz respeito às questões sociais em geral acho que seria cruel exigir isso do CBB no momento: uma visão do que fazer na sociedade brasileira só poderá existir a partir do momento em que os budistas começarem a refletir sobre a sociedade brasileira a partir de premissas budistas.

Quanto à influência do “Budismo engajado” defendido por Thich Nhat Hahn posso dizer que ela é fortemente presente em alguns membros do CBB e menos relevante em outros. Embora o CBB encoraje no essencial a participação social dos budistas acredito que não existe uma visão consensual a respeito do “Budismo engajado”.

Horizonte: Você lecionou em Taiwan por praticamente dois anos, no Departamento de Língua Japonesa da Ishou University, não é mesmo? Como é a vida dos taiwaneses, comparada à dos chineses continentais? O budismo é praticado de forma mais livre em Taiwan do que na República Popular da China?

Rev. Shaku Shoshin: Taiwan é uma sociedade extremamente problemática, mas ela foi palco de um dos eventos mais decisivos do fim do século XX: a derrubada da ditadura militar do Guomindang e o estabelecimento de um regime democrático com fortes preocupações sociais. Guardadas as devidas proporções, não hesitaria em dizer que a derrubada dessa ditadura militar sanguinária possui uma importância comparável ao fim do Apartheid na África do Sul dentro da conjuntura de fim de século. A perspectiva da formação de uma nova sociedade Taiwanesa está fortemente ameaçada pelas pressões obscurantistas do governo de Pequim, pelo isolamento internacional de Taiwan e pelo retorno ao poder do Guomindang nas últimas eleições. No entanto, o fim da ditadura militar e o estabelecimento de um regime democrático com fortes interesses sociais se constituíram a meu ver em uma das grandes vitórias da humanidade no fim do século XX. Com todas as dificuldades que enfrenta atualmente Taiwan conseguiu desenvolver realizações no campo da distribuição da renda, da defesa do meio ambiente e da promoção dos direitos humanos que fizeram dela uma sociedade “muito mais à esquerda” ( supondo que termos como “esquerda” e “direita” ainda façam sentido em nossa sociedade atual ) do que o capitalismo selvagem administrado pelo Partido Comunista que existe na China atual. Acredito assim que está na hora de liquidar de vez com a visão derivada da guerra fria que compreendia o conflito entre Taiwan e a China como um conflito entre anticomunismo/comunismo. Essa visão nos fecha completamente os olhos para os problemas atualmente em curso se constituindo em uma distorção ideológica completamente ultrapassada.

No que diz respeito à situação do Budismo em Taiwan e na China existe um forte renascimento budista em curso, mas esse renascimento me parece possuir características completamente diversas nesses dois países. Em Taiwan a participação do Clero budista foi um fator decisivo na derrubada da ditadura militar e isso gerou ao mesmo tempo uma demanda por um Budismo autenticamente taiwanês que fosse algo mais do que um “Budismo chinês em Taiwan”. É importante observar que o pensamento do Rev.Yin-shun (1906-2005), indiscutivelmente a maior figura intelectual e espiritual no moderno Budismo chinês e taiwanês se constituiu em uma influência decisiva nesse processo da luta dos budistas taiwaneses contra a ditadura militar. O renascimento budista na Taiwan pós-1987 (ou seja, pós ditadura militar) foi marcado em parte por um forte engajamento social e em parte pela demanda de um Budismo autenticamente taiwanês.

A situação me parece ser bastante diferente na China. O Partido Comunista pode estar promovendo um renascimento budista como forma de manter a unidade cultural do país, mas os controles estatais ainda são muito fortes e este renascimento me parece estar se dando de uma forma bastante caótica. Existem rumores que apontam para a existência de tendências não conformistas no atual Budismo chinês, mas acredito que essas tendências levarão bastante tempo para se firmar. Acredito que é importante um interesse maior dos budistas brasileiros a respeito do que acontece nos Budismos taiwanês e chinês e que podemos aprender muito com os novos desenvolvimentos do Budismo taiwanês a partir de 1987. Acredito que ele pode ser um marco para os praticantes do “Budismo engajado”.

Horizonte: Que relações você vê entre Budismo e Direitos Humanos? Podemos inserir o mundo budista definitivamente neste âmbito? Como isso poderia ser feito?

Rev. Shaku Shoshin: Essa é outra questão decisiva que exige uma séria consideração. Acredito que o conceito de direitos humanos é um produto da modernidade essencialmente distinto das diversas modalidades de defesa da dignidade humana nas sociedades tradicionais e que ele seja um conceito absolutamente indispensável para a defesa da dignidade humana face à incontrolável violência do capitalismo globalizado. Assim sendo, acredito não só que os budistas devem assumir uma postura essencialmente afirmativa em relação ao conceito dos direitos humanos como também que eles precisam elaborar uma perspectiva própria desse conceito a partir das premissas de sua tradição. Esse é um assunto amplamente discutido no atual Budismo japonês e já escrevi alguns artigos nessa língua que tratam da relação entre Budismo e direitos humanos. A nível filosófico acredito que existem fortes pontos em comum entre o Budismo e a concepção dos direitos humanos que possibilitam a articulação de uma visão especificamente budista nesse campo. Exemplos significativos dessa convergência filosófica são a existência no Budismo de um conceito abstrato da condição humana (no sentido de uma visão da condição humana para além das distinções de etnia, cultura e gênero) e de uma ética social que enfatiza a necessidade de fortes mecanismos de justiça econômica. Tudo isso é muito próximo de uma visão universalista dos direitos humanos como justiça social.

Horizonte: O autoritarismo, a discriminação e o revanchismo religioso por conta de divergências religiosas, preconceito, homofobia, machismo ou outros motivos são coisas raras na história do Budismo, embora não sejam inexistentes. Em certos países budistas alguns destes problemas foram mais intensos que em outros. De qualquer forma, sua intensidade é visivelmente menor que aquela que a história nos mostra no caso das religiões teístas ocidentais? Isso seria explicado pela visão mais empírica e experiencial das práticas religiosas orientais, centradas no indivíduo e não na submissão coletiva, ou pode ser atribuído a outro motivo?

Rev. Shaku Shoshin: Essa é outra questão extremamente complexa que exige uma séria consideração. As enormes diferenças entre as diversas tradições budistas a esse respeito, assim como as diferenças entre países e épocas fazem com que essa questão assuma uma enorme complexidade. Acredito que uma resposta a essa questão exige uma análise rigorosa da história das sociedades envolvidas. Faço no entanto uma única ressalva e o faço de forma bastante incisiva: precisamos superar urgentemente uma visão do Budismo como “exceção absoluta na história da humanidade”. Tomando por exemplo o mito de que o Budismo realmente existente sempre possuiu um caráter pacifista sou obrigado a admitir que a tomada de consciência do apoio dado pelo Budismo japonês às guerras imperialistas desenvolvidas pelo estado japonês no século XX foram para mim a fonte de um intenso sofrimento.

Existe, no entanto, um fator que me anima e que me estimula na relação com o Budismo: a incomparável honestidade e integridade de alguns budistas japoneses do pós-guerra em confrontar de forma contundente esse aspecto problemático de sua tradição. Se destacam aí Professores como Ychikawa Hakugen, Shigaraki Takamaro e Hakamaia Noriaki que se constituem a meu ver no mais elevado patamar ético não apenas do Budismo japonês do pós-guerra como também da própria sociedade japonesa contemporânea. Destacam-se aí também pensadores sem conexão formal com o Budismo, mas fortemente influenciados por seu pensamento como foi o caso do Professor Yenaga Saburo. Esses pensadores japoneses do pós-guerra abriram dimensões radicalmente novas do pensamento e da ação social budistas que estão esperando por um maior reconhecimento pelos budistas brasileiros. Existe aí claramente o aparecimento do melhor através do confronto radical com o pior e mais criminoso aspecto da tradição. O Budismo japonês pode ser marcado por aspectos profundamente problemáticos, mas ele não só foi a primeira tradição budista a dominar as categorias da modernidade e de formular sua própria versão dessa modernidade: ele foi o primeiro a confrontar de forma contundente as profundas contradições dessa sua versão da modernidade. Acredito ser indispensável aprender mais sobre essa dimensão aqui no Brasil.

Horizonte: Em março deste ano você participou do ato de solidariedade ao povo do Tibet diante do Consulado da China, junto com outras trinta pessoas. Em seu relato, escreveu textualmente que "Budismo sem coragem, pensamento e ação não passa de fato de um pseudo-Budismo, possivelmente parecido com a coisa original mas indigno de comparação com ela". O que isso realmente implica? Seria sinal de que os praticantes budistas precisam se inserir mais nos problemas das comunidades em que vivem ou é mais sério ainda?

Rev. Shaku Shoshin: Minhas declarações a esse respeito devem ser tomadas em um sentido absolutamente literal. Acredito que a questão ultrapassa infinitamente o problema do nível relativo do envolvimento dos budistas brasileiros com as questões sociais. O que está em jogo aí é a existência ou não de uma consciência das implicações da tomada de refúgio nas “Três Jóias” do Buddha, do Dharma e da Sangha.

Horizonte: Atualmente, podemos sentir um conflito (ainda sutil) entre a religião (qualquer uma) e o estado, que se define na maior parte do mundo como laico, mas sem a capacidade de promover uma mudança real na vida das pessoas, por ser um corpo decadente desconectado do ser humano como indivíduo. Seria possível uma visão complementar ao invés deste conflito, uma espécie de "caminho do meio" para o bem-estar social E espiritual do ser humano?

Rev. Shaku Shoshin: Essa é outra questão central de nossa época. Acredito que nossa época se caracteriza por entre outras coisas um conflito bastante específico entre o estado laico e as novas tendências fundamentalistas na religião. O estado laico em nossa época é fundamentado em grande parte em uma visão de mundo cientificista incapaz de fundamentar a ética social e passou a possuir uma função essencialmente excludente na medida em que abdicou de promover a justiça social. Por outro lado, tendências fundamentalistas na religião sem fundamentação filosófica têm proporcionado um esteio moral extremamente problemático para as populações excluídas que mantém sua coesão interior às custas de uma cristalização em um universo que não consegue apreender as complexidades da sociedade contemporânea. Como essas duas tendências não possuem quase nenhum terreno comum o diálogo entre elas se torna virtualmente impossível. Isso está conduzindo a meu ver a uma cisão social sem paralelos. Acredito assim que só uma nova perspectiva filosófica capaz de superar tanto o cientificismo quanto o fundamentalismo será capaz de fundamentar uma nova relação entre o estado e as religiões. Essa possibilidade existe, mas precisa ser compreensível ao ponto de se concretizar nas relações do cotidiano.

Horizonte: Agradecemos muito a sua gentileza em ceder-nos esta entrevista e o parabenizamos por sua coragem em defender o povo tibetano, os direitos humanos, e em ser uma das poucas vozes do Budismo brasileiro a denunciar o genocídio promovido pela ditadura de Pequim. Gostaríamos que você deixasse algumas palavras a nossos leitores sobre a responsabilidade social que uma pessoa verdadeiramente religiosa deve demonstrar para com todos os seres humanos, não esquecendo de outros seres, como plantas e animais.

Rev. Shaku Shoshin: Acredito que toda espiritualidade verdadeira se expressa através de uma vida ética e que essa vida possui características que conduzem necessariamente a uma relação tensa com o senso comum de nossa época. Toda espiritualidade ética se expressa também através de um processo de auto-interrogação que inclui necessariamente um questionamento dos valores que norteiam o processo de nossas vidas. Em uma época marcada não só por enormes desníveis de renda, pela inquietante presença do genocídio e pela guerra como também pela ameaça da extinção de todo o processo da vida incluindo aí as realizações humanas em sua totalidade em função de fatores como o aquecimento global essa auto-interrogação assume uma dimensão particularmente severa.

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sábado, 4 de outubro de 2008

 

Uma vela pelo Tibete

Participe!


 

Uma vela pelo Tibete


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

 

Estamos de aniversário! Dois anos com vocês! Eis nossa nova logomarca:



No dia 10 de outubro iniciaremos o envio da Edição nº 24 da Revista Horizonte - Leitura Holística, completando dois anos de intenso trabalho em prol da universalidade, da espiritualidade, da defesa do meio-ambiente, das terapias complementares, dos direitos humanos, dos direitos dos animais e do direito à livre expressão sexual...

O Editor

 

Criado o Blog do Movimento "Tibete Livre - Brasil"



Acesse: http://tibetelivrebrasil.blogspot.com

Nossa Missão: O Movimento Tibete Livre – Brasil luta pelo direito do povo tibetano de determinar seu próprio futuro. Nosso objetivo é clamar pelo fim da opressão chinesa no Tibete ocupado e pela garantia de respeito aos direitos humanos fundamentais dos tibetanos.

Como movimento, somos independentes de todos os governos, de modo que todos os meios financeiros para futuras atividades, campanhas e ações humanitárias em prol dos tibetanos deverá vir de doações e fundos não-governamentais, como faz o movimento congênere Free Tibet Campaign.

Sinta-se à vontade para entrar em contato conosco, fazer sugestões, críticas, enviar colaborações e cadastrar-se como simpatizante, voluntário ou enviar uma proposta para se tornar representante em sua região. Precisamos de pessoas compassivas, com energia para beneficiar os seres (os tibetanos em particular), que desejem compartilhar com seus contatos esta causa emblemática para a defesa dos Direitos Humanos em todo o planeta.

Seja bem-vindo!

Quem somos – nosso estatus atual

O Movimento Tibete Livre – Brasil está sendo estabelecido aos poucos em nosso país. Num primeiro momento, todos os seus integrantes serão voluntários que, de bom grado e compassivamente, dispensarão um pouco de seu tempo para trabalhar de alguma forma pela liberdade e continuidade de existência do povo tibetano. Futuramente, nos tornaremos uma organização não-governamental oficializada autônoma, em consonância com as ações da ONG inglesa Free Tibet Campaign (Londres). No momento, somos apenas um grupo autônomo (seguindo a disposição dos Grupos Locais do Free Tibet Campaign, que são autônomos tanto legal quanto financeiramente). Assim que tenha sido criado um Comitê Executivo provisório, este mesmo Comitê determinará a política geral da organização e será o guia das atividades em prol do Tibete em todo o território brasileiro e em quais atividades internacionais pró-Tibete a organização estará engajada.

É importante esclarecer que o Movimento Tibet Livre – Brasil não pretende ser uma organização de caridade, embora venha a ser uma organização não-governamental sem fins lucrativos. Nossas ações estarão mais centradas em informar, denunciar, protestar e conscientizar as pessoas sobre a situação caótica vivida pelo povo tibetano em sua própria terra.

Em um primeiro momento, este blog será o principal meio dos simpatizantes da causa tibetana informarem-se sobre nossas atividades e sobre a situação do Tibete. Postaremos aqui informações sobre casos importantes que requeiram atenção especial. A maioria dos casos irá requer cartas, petições, emails ou faxes, escritos para autoridades importantes ou simplesmente o repasse da informação para o maior número possível de pessoas, como forma de conscientização e formação de uma “massa crítica” de protesto virtual. As petições podem valer-se de vários meios disponíveis na Internet para este fim.

O Tibet Livre – Brasil, como grupo autônomo, está conectado ao Free Tibet Campaign através do Grupo Internacional Portugal:

PORTUGAL
Carlos Sousa

E-mail: unitedphotopress@hotmail.com
United Photo Press
Av.25 de abril 14 2DT
8200-014 Albufeira
(+351) 968054881
Website: http://www.freetibetportugal.com

No Brasil, o contato é o jornalista Paulo Stekel:

UNITED PHOTO PRESS - BRASIL
Paulo Stekel
Editor da Revista Horizonte - Leitura Holística
Rua Rio Claro, 105 - Bairro Parque da Matriz
CEP: 94950-450 Cachoeirinha - Rio Grande do Sul
(+5551) 3469-9360 e 9217-5164
www.revistahorizonte.blogspot.com
hug.horizonte@gmail.com

Esclarecimento: o nome do blog e do movimento no Brasil

Julgávamos ser desnecessário tal esclarecimento. Se estivéssemos em Portugal ou na França, tal esclarecimento seria realmente “chover no molhado”. Por que? Porque portugueses e franceses amam suas respectivas línguas, as respeitam, enaltecem e promovem. Mas ninguém em sã consciência imaginaria que agindo assim, portugueses e franceses estariam desrespeitando outras culturas, por valorizar a sua. Pelo contrário, quando cada cultura valoriza a si mesma, a humanidade como um todo ganha mais valor. Segue-se à auto-valorização o respeito por outras culturas, por seu conteúdo lingüístico, religioso, social, ambiental, artístico, etc. Não se pode falar em “cultura melhor” ou “cultura pior”; isso seria politicamente incorreto e humanamente injusto.

Assim sendo, a cultura tibetana respeita a si própria e se autovaloriza sem exageros ou impáfia quando busca autodeterminação como povo e sobrevivência para sua língua, sua religião, sua arte e seu meio-ambiente original, o Tibete, agora ocupado pela China e cada vez mais devastado por força das instâncias tecnológicas irresponsáveis da modernidade. Enquanto o povo tibetano determinou os rumos daquela região, o Tibete teve seu meio-ambiente preservado.

Voltando-nos agora para nossa cultura, a brasileira, o quanto realmente a valorizamos? Sua Santidade o Dalai Lama perguntou-se a respeito quando esteve no Brasil mais recentemente. Por que? Por um motivo muito simples. Sendo ele um representante legítimo da cultura tibetana, a qual defende com toda a força de sua compaixão, chegou no Brasil, esperando ver sinais da cultura brasileira em suas palestras, e o que viu foi uma grande maioria de pessoas travestidas de “tibetanos” - usando o manto tibetano, as saias, rosários de oração (malamantra), saris indianos, etc. A contradição foi tão gritante que ele fez um discurso que julgamos fartamente conhecido dos praticantes brasileiros do Budismo Tibetano. Ele disse, em palavras livres, “sejam brasileiros, valorizem sua cultura, não sejam tibetanos”. Ele disse mais: “ajudem o povo tibetano, mas valorizem sua própria cultura”. Isso faz sentido para um homem que desde a adolescência está no exílio, sem poder voltar à terra em que nasceu... Nós mesmos temos sido testemunha constante desta discrepância criticada pelo Dalai Lama desde 1995, quando passamos a praticar o Budismo Tibetano.

Quando decidimos criar este presente blog, ficamos a pensar sobre o nome que lhe deveria ser dado: “Free Tibet – Brasil” ou “Tibete Livre – Brasil”? Algumas pessoas compartilharam conosco a mesma dúvida. Mas algumas compartilharam a certeza firme de que devemos valorizar nossa cultura mesmo ao defender os direitos de outra. O martelo foi batido em uma conversa que tivemos com a Sra. Heloisa Paternostro, que, como nós, pensa que devemos valorizar nossa cultura. Isso não significa não observar pontos conflitantes, politicamente incorretos dela, e que mereceriam ser revistos. A farra do boi é um bom exemplo. É evento cultural, mas seu caráter ético é contestável. Mas isso não responde pelo todo de nossa cultura e o debate sobre o assunto deve ser levado para outra esfera. Afinal, nenhuma cultura é perfeita, nem mesmo a tibetana. Os ajustes vão sendo feitos ao longo do tempo.

Nosso movimento está conectado à proposta da ONG inglesa “Free Tibet Campaign” (Campanha Tibete Livre), mas tem caráter autônomo, aliás, como todos os Grupos Locais e Internacionais que se unem a este movimento internacional. Se são autônomos, têm a prerrogativa de colocar seus nomes em língua nacional. Caso contrário, isso seria uma contradição. Como defender a cultura tibetana e não defender a cultura nacional onde o movimento pró-Tibete se instala? Se o caminho fosse o contrário, e o “Free Tibet Campaign” tivesse nascido no Brasil com o nome de “Campanha Tibete Livre”, ao instalar-se como órgão autônomo na Inglaterra, será que manteria seu nome em Português ou seria traduzido para o Inglês? Todos sabem a resposta.

Esta deveria ser uma discussão desnecessária entre nações que se respeitam como cultura. O que faz a humanidade culturalmente fantástica não é sua padronização (efeito distorcido da globalização), mas sua diversidade, a qual deve ser preservada. Se não tivesse que ser preservada, não haveria qualquer sentido em defendermos o Tibete. Ao defendermos a cultura e o povo tibetano estamos dando o seguinte recado para o mundo: defendemos o Tibete porque defendemos nosso povo, nossa língua, nossa cultura e nossos direitos; isso nos dá a moral para defendermos nossos irmãos do planeta Terra. Temos certeza de que isso vai de encontro às palavras e ao pensamento do Dalai Lama e de todas as pessoas que têm compaixão pela humanidade inteira.
Então, estamos aí, o Movimento Tibete Livre – Brasil, afinado com a proposta do “Free Tibet Campaign” (Londres).

Coordenações já estabelecidas

Os seguintes Estados já possuem coordenadores e alguns colaboradores voluntários:

RIO DE JANEIRO
Jô A. Ramos (Coordenadora estadual)

Jornalista
Rua Barata Ribeiro 238 – apto 610
CEP: 22031-070 - Copacabana - Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 2256-6467 / (21) 9968-8114
E-mail: jo.qhramos@gmail.com
Blog : http://joaramos.blogspot.com
................................................
Anna Orzech Kurahayashi (Colaboradora Voluntária)
Tradutora e professora
Licenciada em Letras (em português) - Universidade Jagiellônica de Cracóvia (Polônia). Atualmente residindo no Japão.
E-mail: anna.orzech@gmail.com

RIO GRANDE DO SUL
Paulo Stekel (Coordenador Geral)

Editor da Revista Horizonte - Leitura Holística
Rua Rio Claro, 105 - Bairro Parque da Matriz
CEP: 94950-450 - Cachoeirinha - Rio Grande do Sul
Telefones: (+5551) 3469-9360 e 9217-5164
www.revistahorizonte.blogspot.com
Emails: pstekel@gmail.com
hug.horizonte@gmail.com

SANTA CATARINA
Cerys Tramontini (Coordenadora estadual)

Bacharel em Direito. Membro do Instituto de Desenvolvimento de Direitos Humanos – IDDH, com sede em Joinville/SC e representação na Suíça. (www.IDDH.org.br). Militante da causa Tibetana e Birmanesa, coordena projetos com os monges Birmaneses na luta pela democracia em Burma e projetos em prol do Tibete. Membro-colaborador do Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB).
Florianópolis - SC
E-mail: cerystramontini@gmail.com
.............................................
Giovanni Mezavilla Valdebenito (Colaborador voluntário)
Psicoterapeuta
Rua 25 de Novembro, 138 - Bairro Nossa Sra. do Rosário
CEP: 88100-000 - São José (Grande Florianópolis) - SC
Telefones.: (48) 3346-1654 / (48) 8414-7503
E-mail: giovanni111@gmail.com
Grupo yahoo: SEPHIRA777
MSN: giovanni150@hotmail.com

SÃO PAULO
Mariane Alexandre (Coordenadora estadual)

Fisioterapeuta e terapias complementares
Rua Enxovia, 321 - Chácara Stº Antonio
São Paulo - SP
Telefones: (+5511) 5181-6612 e 9734-7029
www.brasiltibet.org
Email: marianealx@gmail.com
........................................
Heloisa Helena Paternostro (Coordenadora municipal)
Rua da Consolação, 328, apto 311
CEP: 01302-000 - São Paulo- Capital
Telefone: (11) 3257-8512
E-mail: hh.paternostro@uol.com.br
........................................
Prof. Flávio Marcondes Velloso (Conselheiro)
Guaratinguetá - SP
http://fmarcondesvelloso.blogspot.com
http://tibetparaomundo.blogspot.com
http://budismonobrasil.blogspot.com

Estamos abertos a todas as pessoas compassivas que queiram colaborar de alguma forma com este importante trabalho pelo bem-estar do povo tibetano. Nosso email de contato é tibetelivrebrasil@gmail.com .

Fraternalmente,

Paulo Stekel
(Coordenador Geral - Tibete Livre-Brasil)

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

 

Budistas discutem temas sociais*



* Enviado por Assessoria de Imprensa do Instituto Caminho do Meio

O I Encontro Budismo e Sociedade vai acontecer na sede do Instituto Caminho do Meio, entre os dias 17 e 19 de outubro. Na ocasião, representantes dos diversos segmentos da sociedade vão traçar um diagnóstico aprofundado da situação social contemporânea e apontar caminhos que auxiliem na melhoria de todas as formas de relações: com nós mesmos, com as outras pessoas, com as autoridades e lideranças naturais e com a biosfera.

A forma budista de compreensão dos fenômenos mentais e emocionais vai ser usada na análise das dificuldades. Com base nesta filosofia milenar, o encontro vai procurar alternativas construtivas para os desafios da sociedade global onde estamos imersos.

O I Encontro Budismo e Sociedade é mais um evento da Série Diálogos, organizada pelo Instituto Caminho do Meio desde 2006. Duas edições do Encontro Budismo e Ecologia (2006 e 2007) e uma de Budismo e Educação (2008) já foram realizadas com sucesso.

Entre os palestrantes já confirmados estão o vice-prefeito de Viamão, Sérgio Kumpfer e o diretor da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, (FIEP), Rodrigo Loures, o Juiz Leoberto Brancker (Justiça Restaurativa), o Prof. Pedrinho Guareschi, além de representantes da Gaia Education e do Zen Peacemaker.


I Encontro Budismo e Sociedade
Série Diálogos


De 17 a 19 de outubro
Das 08:30 às 21:00
Sede do Instituto Caminho do Meio:
Estrada do Caminho do Meio, 2.600 – Vila Augusta, Viamão - RS


Programação:

DIA 17 DE OUTUBRO (sexta-feira)
8h30min – abertura
Esquete Teatral - ``Ói nós aqui pela primeira vez``.
9h – Mesa de abertura: Diagnósticos da situação social contemporânea

Lama Padma Samten – Centro de Estudos Budistas
Sérgio Kumpfer- Vice-prefeito de Viamão
Rodrigo Loure - Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
10h30min – Conversas em pequenos grupos
11h30min – Retorno ao grande grupo
14h – Outros olhares sobre a situação social contemporânea

Representante do Via Zen
Potira Preiss - Gaia Education
Representante da ONG CAMP
15:30h- Conversas em pequenos grupos
16:30h - Retorno ao grande grupo
17h – Caminhada Ecológica
20h - Zen Budismo - Peacemaker

"As bases científicas da Meditação" - Carolina Menezes. Psicóloga e mestranda em Psicologia na UFRGS
"Ensinando Inteligência Emocional: uma experiência em andamento em uma escola pública de Porto Alegre" Gabriela Guimarães. Psicóloga especializada em Psicologia Trans-pessoal e Terapia Familiar
"Do indivíduo ao macro-sistema: integrando os vários níveis" - José Ovídio C. Waldemar Psiquiatra. Coordenador do Instituto da Família e do Zen Peacemaker de Porto Alegre

DIA 18 DE OUTUBRO (sábado)
8:30h – Apresentação Artística – ONG Ingá
9h – Reflexões sobre a situação social contemporânea

Lama Padma Samten
Leoberto Brancker – Justiça Restaurativa
Rodrigo Loures – Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
10:30h – Conversas em pequenos grupos
11:30h – Retorno ao grande grupo
14h – Reflexões sobre a situação social contemporânea – Mídia e Responsabilidade Social

Lama Padma Samten
Nós da Comunicação
Prof. Pedrinho Guareschi
Mary Mezzari
15h- Conversas em pequenos grupos
16:30h - Retorno ao grande grupo
17h – Atividade física
20h – Ação Budista

Lama Padma Samten – Centro de Estudos Budistas
Dionísia Machado de Oliveira – presidente do Nascem
José Ricardo de Oliveira – Instituto Caminho do Meio
Monge Gabriel – Comunidade Monástica

DIA 19 DE OUTUBRO (domingo )
8:30h – Apresentação Artística
9h – Propostas alternativas aos desafios da sociedade global

Lama Padma Samten – Centro de Estudos Budistas
Leoberto Brancker – Justiça Restaurativa
Ricardo Aveline – Budismo Engajado
Nós da Comunicação
10:30h – Conversas em pequenos grupos
11:30h – Retorno ao grande grupo
14h – Propostas alternativas aos desafios da sociedade global

Arca Verde - Instituto e Ecovila
Brava Gente - Educação Popular
Ong Camp
15:30h - Conversas em pequenos grupos
16:30h - Retorno ao grande grupo
17h - Encerramento

Maiores informações: (51) 3485-5159 e (51) 8117-8176 / www.caminhodomeio.org
Inscrições: (51) 3485-5159 e (51) 8117-8176 com Juliana
Assessoria de Imprensa: Thareja Fernandes – (51) 8206-4406

Representantes de diferentes setores da sociedade vão se reunir para refletir sobre como direcionar positivamente as ações sociais. O evento também objetiva apontar caminhos para a melhoria de todas as formas de relações: conosco, com as outras pessoas, com as autoridades e lideranças naturais e com a biosfera.

Não perca.

Realização: Instituto Caminho do Meio

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