sábado, 10 de janeiro de 2009

 

Queda do avião Tucano da FAB: OVNI ou falha mecânica?

Paulo Stekel & Eustáquio Patounas



A Ufologia não é uma ciência. Alguns a classificam como paraciência. Na verdade, mal chega a isso. Seu campo de estudo é mais amplo do que se imagina. Estudar “objetos voadores não identificados” não significa, necessariamente, estudar discos voadores e seres extraterrestres. A hipótese ET é apenas uma das explicações para o Fenômeno OVNI. Muitos OVNIs podem ser devidos a causas naturais desconhecidas ou a outros fatores. O insólito permeia este ambiente... A precipitação também...

Um bom exemplo é a queda de um avião Tucano da FAB, pertencente à Esquadrilha da Fumaça, ocorrida em 16 de novembro de 1996, e que não recebeu uma explicação consistente por parte dos peritos da aeronáutica.

Quando o capitão Renato Barreto começava a subir, uma das asas se soltou e o piloto teve apenas 3 segundos para se ejetar antes que o avião caísse e explodisse. Por sorte, Barreto sobreviveu. Mas um menino morreu atingido por parte dos destroços do avião.

Contudo, o curioso nesta história trágica é que 5 segundos antes um OVNI minúsculo passou pelo Tucano numa velocidade muito alta. Isso foi registrado em vídeo e mostrado na época em uma reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Veja o vídeo:


http://www.youtube.com/watch?v=btkLscHDOpE

Barreto disse que ele mesmo não chegou a ver o OVNI durante o vôo, mas ao ver as imagens ficou admirado e disse que em 17 anos de carreira nunca tinha visto nada parecido.

Na época, ufólogos analisaram as imagens do objeto no computador e concluíram que o objeto era metálico, medindo 90 centímetros a 1 metro de diâmetro, refletia a luz do sol exatamente como o avião, e desenvolvia uma velocidade entre 1.200 a 1.500 Km/h.

A explicação do Capitão Siqueira, coordenador da "Esquadrilha da Fumaça" foi a de que houve "fadiga no material das ferragens de suporte". Não mais que isso.

Revivendo os fatos, através de uma troca de e-mails com Eustáquio Patounas em 21 de setembro de 2008, o capitão Renato Barreto resolveu dar sua opinião sobre o ocorrido:

“Caro Eustáquio, Satisfação falar contigo. Ufologia é um assunto bastante interessante. Sou espírita kardecista e, como tal, acredito logicamente que a vida não pode se resumir apenas à Terra. Costumo dizer que é muita pequenez e pretensão nossa achar que somente aqui haveria vida. Não tenho dúvidas da existência de vida fora de nossa planeta.

Quanto ao meu acidente, (...) ocorreu em 16 de novembro de 1996. Após o mesmo, e já sendo o meu último ano na Esquadrilha da Fumaça (ficamos no máximo 4 anos e era o fim do meu quarto), fui transferido para Fortaleza, o que já ia ocorrer independente do meu acidente. Lá existia um centro de pesquisas ufológicas, que observou o que se denominou de sonda ufológica.

O que eu falei na matéria é o que reafirmo hoje. Acho muito curioso o que ocorreu, de um ponto passar a uma velocidade bem superior e em seguida ocorrer a perda da asa. Agora acho muito difícil afirmar que o tal ponto tenha passado exatamente embaixo da minha aeronave. Com toda sinceridade, não vi e nem ouvi nada de anormal momentos antes da perda da asa.

Iria iniciar uma manobra conhecida como "lancevak", quando colocaria a aeronave na vertical. Deveria subir com 3,5 G (força da gravidade); não estava puxando 3 quando ocorreu a quebra.

Na época da matéria do Fantástico, a Investigação do acidente ainda não havia sido concluída. Eu não quis me adiantar às conclusões, mas vinha acompanhando à distância os trabalhos da equipe que chegou à conclusão de fadiga de material. A aeronave Tucano foi projetada para voar 6.000 horas de vôo e a minha estava com aproximadas 3.800 horas. Existe um outro controle de vida que mede, através de um fadigômetro, o esforço que a aeronave sofre através das forças G. Essa vida é medida em %. Quando chega a 100%, acaba a "vida" do avião. A minha aeronave estava com aproximados 48%.

O que suportava o esforço de G positivo no Tucano era uma chapa dupla que ficava por baixo da aeronave, na junção entre as asas. Foi constatado que esta peça, desde a sua fabricação, na fase de polimento, apresentava microranhuras que, com o passar do tempo, se tornaram pontos frágeis e permitiram a ruptura da chapa. Toda a frota do mundo parou no dia do meu acidente, com exceção dos vendidos à França e Inglaterra, que pediram com uma estrutura diferente em função das características de emprego que idealizavam. Em mais aviões da frota foi observado que a chapa que quebrou no meu avião estava seriamente comprometida. Possivelmente ocorreriam novos acidentes. A solução foi trocar essa chapa dupla de toda frota por uma tripla, aumentando dimensões e têmperas das peças.

Os Tucanos retornaram gradualmente ao vôo em janeiro ou fevereiro de 97; isso já não me recordo com certeza, quanto à data. Basicamente é isso. Não teria muito a acrescentar.

Volto a dizer que acredito e respeito muito o trabalho de vocês, que investigam a fundo e até invejo pelas experiências pelas quais já passaram; eu nunca tive essa sorte.

Quanto a alguma eventual entrevista ou matéria, particularmente não gostaria, pois entendo realmente que o assunto está bastante claro quanto a uma real falha material, fadiga de material, no caso da perda da asa. Caso ache interessante, sugiro um contato com o CENIPA, órgão central que trata da investigação de acidentes aeronáuticos, tendo possível acesso ao relatório de acidente do meu avião. Forte abraço e tudo de bom,Renato Barreto.”


O que pensar depois disso? Que os ufólogos não têm critérios na hora de definir o que é um OVNI e o que não é? Mais grave ainda: não sabem avaliar sem fazer afirmações precipitadas? É o que parece em muitos casos, infelizmente. Mas há ufólogos sérios no Brasil, sim. Entre os melhores estão aqueles que não estão à busca de cartazes e holofotes. Estes não precisam mentir, inventar e causar sensacionalismo para terem seu trabalho reconhecido.

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Comments:
É incrivel que ao se tratar da vida de uma outra pessoa agente coloca pontos fora do normal né. aquele garoto que morreu era meu irmão até hoje a nossa vida é vivida de lembranças e tristeza e aprendemos com o sofrimento que tudo tem o seu tempo e o que nos conforta é que prevalece sempre a vontade de deus. um dia vão ver que esse negocio de ovini é uma grande besteira e que criaram essa ilusão para tentar sanar a repercursão que foi esse caso. que deus tenha meu irmão em um bom lugar.pois sentimos muito sua falta
 
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