domingo, 9 de dezembro de 2007

 

Meditação - a busca do mestre interior

Vera Occhiucci



Quando alguém pergunta sobre aquilo que entendemos por meditação, qual é a imagem que se apresenta para cada um de nós? Será que a ideia que temos é de que meditação é igual a relaxamento? Ou ainda que meditação é igual a concentração? Ou será que meditar é visualizar?

No dicionário meditar é igual a reflexão, contemplação mental, pensar sobre, considerar, ponderar, reflectir…

Também podemos pensar que meditar é treinar sistematicamente a nossa atenção. É o esforço que fazemos para exercitar a atenção e aumentar a nossa capacidade de concentração.

Algo que precisamos saber é que, meditar e relaxar, são coisas diferentes.
Porém uma coisa é certa, é o método mais antigo que conhecemos para tranquilizar a mente e relaxar o corpo.

Qual é o objectivo da meditação? Porquê e para quê meditamos?

O objectivo supremo de todas as técnicas de meditação é atingir, através do auto conhecimento e do acto da vontade, o domínio de si mesmo, ampliando a consciência e alcançando a iluminação. Portanto, a meditação pode constituir-se numa harmonização com o Cósmico que tem por objectivo nos tornar receptivos às inspirações que a Consciência Cósmica queira nos conceder. É a base para o desenvolvimento de uma consciência iluminada. É desenvolver as nossas capacidades de concentração e de percepção.

Através da técnica de relaxamento proporcionamos ao corpo físico repouso profundo enquanto que a mente continua alerta. Nesta condição, no chamado “estado alfa”, fazemos baixar a pressão sanguínea e diminuímos o ritmo cardíaco, e assim o corpo físico pode recuperar-se do “stress” do dia a dia.

Temos medo de praticar a meditação? Que medo é esse?

Acreditamos que algumas pessoas não praticam a meditação por temerem entrar em contacto com o seu interior, ou melhor ainda, com o seu “eu interior”. E porque é que temem esse contacto? Porque ao fazê-lo, entram em contacto com o que existe de reprimido dentro de si, ou seja, em contacto com o seu lado sombra, essa parte mais escura do ser que todos nós possuímos e com a qual temos de aprender a conviver. Precisamos de conhecer essa nossa parte escura, trazê-la para o consciente, digeri-la e integrá-la em nós.

Este é o grande desafio que temos necessariamente de vencer, quando nos propomos conhecermo-nos a nós mesmos. E de que forma podemos vencer esse desafio?

1. Através do auto conhecimento. Conhecer o corpo físico (ter consciência corporal) Perceber o corpo psíquico. Devemos aprender a observar, a escutar e a entender as mensagens que recebemos.

2. Buscando o auto domínio. Conseguimos o domínio da vida pelo poder da vontade, uma vontade firme, disciplinada. Aprendendo a lidar com a dualidade do ser somos senhores do nosso corpo físico e psíquico.

3. Através da Meditação. Quando podemos alcançar o estado de “paz profunda”, ou iluminação.

Quais os benefícios que a prática da meditação nos proporciona? Somos ou não beneficiados?

Os ritmos cerebrais são medidos em ciclos por segundo. Temos quatro categorias de ritmos cerebrais que são, beta, alfa, teta e delta.

ALFA: é o sinal mais forte, tendo o máximo de energia eléctrica emitida pelo cérebro. Uma actividade de 8 a 12 ciclos por segundo.

BETA: é a frequência normal da maior parte das pessoas, que é de 13 a 28 ciclos por segundo. É quando estamos tensos e preocupados. Os neurónios estão bastante dispersos. O cérebro funciona 80% em Beta. É um ritmo consciente.

TETA: tem um ritmo ainda mais lento que o das ondas Alfa. Esse ritmo oscila entre 4 e 7 ciclos por segundo. Muitos orientais funcionam nessa frequência. (levitação, insensibilidade à dor, regressão de idade, criatividade).

DELTA: está relacionado com o nível inconsciente. Oscila entre 0,5 a 3,5 ciclos por segundo.

Cada vez que relaxamos, entramos em Alfa. É melhor entrar com plena consciência e domínio de si mesmo. Uma técnica para entrar no estado Alfa é fazer como os sacerdotes japoneses fazem, na contemplação, ficam com os olhos bem abertos, olhando fixamente para um ponto ou objecto. Hoje já se conhecem equipamentos que controlam as ondas cerebrais, pois esses estados são estados ideais para gerar mais energia proporcionando a regeneração dos tecidos. No estado Alfa, com o cérebro num ritmo de 10,5 ciclos por segundo, estamos em perfeita sintonia com o universo, pois isto também tem a ver com as vibrações do planeta Terra.

Mas, o mais importante é que com a prática da meditação talvez consigamos atingir a tão esperada e desejada “paz interior”. Aos poucos, desligamo-nos do “stress” adquirindo confiança em nós mesmos, calma e energia suficientes para enfrentarmos melhor os desafios diários.

Especialistas afirmam que o acto de meditar treina a capacidade de prestar atenção através dos exercícios de concentração, e que as pessoas que praticam a meditação estão entre as mais activas que já conheceram. Devido à capacidade que desenvolveram de prestar atenção ao que acontece ao seu redor, não deixando que a mente se disperse ou divague, são pessoas que têm uma habilidade especial para captar as manifestações mais subtis que podemos encontrar no nosso ambiente.

A pessoa que medita pode entrar num estado de relaxamento bastante profundo e produzir alterações neuroendócrinas tais como: aumento das defesas imunológicas contra tumores e vírus, doenças infecciosas, gripes e resfriados. Todos os tipos de técnicas de relaxamento estão sendo usados por pacientes dos mais diversos, principalmente nos casos em que o “stress” aparece como a causa principal dos problemas. Porém, a meditação difere de outras técnicas de relaxamento porque acrescenta componentes reflexivos. No entanto, algumas pessoas podem sentir reacções adversas por efeito de relaxamento, como o aumento da tensão, levando-as inclusive a entrar em pânico. Nestes casos, a técnica de relaxamento só deve ser introduzida após preparação especial, ou simplesmente não deve ser usada.

Nos estados emocionais agudos em que uma pessoa se encontra demasiadamente agitada, não é aconselhável iniciar uma meditação. A meditação não é apropriada nos seguintes casos:

§ Esquizofrenia: piora o contacto com a realidade e a pessoa é absorvida excessivamente pelas realidades interiores.

§ Obsessivos compulsivos: a pessoa fecha-se a novas experiências.

§ Problemas com o basal: ligação com a terra, “fuga”.

Mas as pesquisas evidenciam com a maior clareza que os métodos de meditação e relaxamento oferecem um poderoso meio de despertar a capacidade interior dos pacientes para que participem na sua própria cura.

Uma tarefa que temos pela frente é separar as diferenças significativas entre as técnicas de relaxamento e de meditação em relação às pessoas e problemas para os quais podem ser usadas com mais eficácia.

Acredito que o melhor para todos é uma “terapia de stress”, que agiria de forma preventiva, favorecendo o organismo como um todo. Temos outros processos de meditação que podem coincidir com vários aspectos da terapia pois, quando uma pessoa medita, volta a atenção para o seu interior, torna-se mais consciente dos pensamentos, sensações e estados que emergem espontaneamente. Assim, a meditação pode acarretar modificações importantes, não apenas nos estados de consciência, mas também no plano fisiológico.

Pesquisas com electroencefalogramas mostraram que durante a meditação, há frequentemente uma intensificação das ondas “alfa” do cérebro (ondas mais lentas). Descobriram que a meditação provoca um relaxamento mais profundo que o sono, e importante redução nas percentagens do metabolismo. Provoca também quedas verticais no consumo de oxigénio pelo organismo, no ritmo cardíaco e na respiração. Por outro lado, acontece um aumento da resistência eléctrica da pele, e redução da taxa de ácido láctico no sangue, que comprova a diminuição da excitação e da inquietude. Isto prova que o homem, efectivamente, pode dominar as ondas do seu cérebro e, consequentemente, os seus estados mentais.

Vemos assim que a meditação nos oferece inúmeras possibilidades nas áreas terapêuticas:

- Redução da tensão arterial e outras funções que escapam ao controle voluntário;

- Substituto para o uso de drogas, pois pode reduzir e eliminar o consumo após o início da prática de meditação;

- Para os psicólogos, um meio possível de desenvolvimento das faculdades extra-sensoriais. Por causa das relações existentes entre a meditação e as ondas “alfa”, pode-se estabelecer uma ligação entre a percepção extra-sensorial e as ondas “alfa”.

- Pesquisadores puderam estabelecer que as pessoas cuja percepção extra-sensorial é mais aguda tinham a impressão de se fundirem nos outros, e um sentimento de unicidade, como se os limites entre aquilo que sou e aquilo que não sou tivessem desaparecido.

Sujeitos que praticam meditação ou formas similares para o desenvolvimento do “Eu”, mostram-se superiores aos demais nos testes de psicocinésia. Quinze minutos diários em “alfa”, mais uma boa programação, ajudam a fortalecer a nossa consciência.
Pessoas centradas são conscientes das suas capacidades subjectivas. São intuitivas e contam com a protecção de um anjo da guarda – o mundo invisível, do espírito, é uma coisa concreta para elas.

A meditação melhora o acesso ao inconsciente e a tensão normalmente associada com o material reprimido diminui quando na terapia a meditação permite que esse material que causava sofrimento venha mais claramente á consciência. A tomada de consciência é o agente que transporta as mensagens que formam a experiência. Durante todo o processo de meditação temos a “ tomada de consciência”. Buda procurou, através da meditação, erradicar as fontes de sofrimento com uma “ reorientação radical da percepção”.

Preparando-se para a meditação

Aqui não levamos em conta as variações peculiares da técnica ou da crença de qualquer uma das escolas existentes actualmente. O objectivo de todas essas escolas é único, é o de transformar a percepção.

Há pelo menos um fundamento comum entre os sistemas ou escolas de meditação:

1. A que se passar por um processo de purificação (a limpeza do corpo emocional), e a preparação exigida é quanto às atitudes de que a pessoa necessita para poder ser preparada para esse tipo de purificação.

2. Não há necessidade de sair das situações normais de vida. O melhor ambiente pode variar muito, porém na meditação transcendental, opõem-se a qualquer mudança forçada nos hábitos de vida daquele que medita. Ela é inserida no esquema normal diário.

Tanto Gurdjieff como Krishnamurti insistem que os ambientes da família, do trabalho e dos lugares públicos são o melhor contexto para a disciplina interior, fornecendo o material bruto para a meditação. O único ingrediente que não varia é a necessidade de que a pessoa que medita retenha a sua atenção ou através da concentração, ou através do estado consciente.

Sabemos que a mente humana mantém-se activa por sua própria natureza, para tanto devemos desenvolver e fortalecer tanto a nossa vontade quanto o poder de concentração acalmando o nosso turbilhão mental e, afastando os empecilhos para se conseguir uma mente bem governada e saudável, pois aquele que dispor de uma mente vigorosa, accionada por uma vontade desenvolvida e com forte poder de concentração, pode facilmente ter total controle sobre sua natureza física e alcançar a realização dessa vontade.

Porém, sabemos como é difícil controlar a mente. Mas, podemos conseguir.

1a lição – Não vença o pensamento e nem o ignore; expanda-o e ele se tornará meditação. É melhor observar os pensamentos, pois enquanto não soubermos o que a mente está fazendo, não podemos controlá-la.
O segredo é descobrir para onde esses pensamentos nos levam. Na verdade, é saber qual é a nossa preocupação neste exacto momento.

2a lição – Devemos restringir os vórtices mentais que nos atormentam, concentrando nossa energia sobre um objecto qualquer; focalizar com firmeza o objecto e conhecer todas as particularidades desse objecto, seja ele físico, mental ou espiritual. Se é um pensamento, dizemos, pensando... pensando... pensando.

3a lição – Disciplina na respiração, desenvolve o poder de concentração. É o poder de dirigir a força vital. Produz um efeito poderoso sobre a mente humana. Podemos até dizer que o alento é o único instrumento para o controle da mente. A respiração do homem comum é irregular, arrítmica, pela boca, quase sempre superficial e corresponde muitas vezes ao seu estado de espírito, que também flutua e é dispersivo. O factor tempo é de grande importância na respiração. É feita através de cadência regular, contando mentalmente a inspiração, a retenção e a expiração. A nossa parte animal gosta mesmo é de sentir e está relacionada com o cérebro reptiliano e límbico, tem a ver com territorialidade e sobrevivência da espécie. A parte humana está relacionada com a mente, com o intelecto e tem a ver com o cérebro neomamífero. A parte divina tem a ver com a contemplação e o êxtase, é aí que encontra a felicidade. Os sábios aconselham a iniciar uma meditação começando sempre com os objectos mais grosseiros e, lentamente, erguer-se para os mais subtis, até que se tornem objectos sem objectivos.

4a lição – Exercícios físicos, posturas corporais e domínio do corpo, para se conservar o corpo em boas condições.

Mantras e Sons Vocálicos são poderosos para acalmar a mente. O cantarolar constante cria tédio interior, e ajuda a obter calma. Porém, a neurose continua lá dentro de ti, e primeiro é preciso dissolver a neurose (manifestá-la conscientemente), dissolver a divisão interior e criar o estado de unicidade. Na meditação activa, a respiração caótica, rápida e vigorosa, sem ritmo, serve para puxar a energia nas células, através do oxigénio criar energia (electricidade), e menos fisicamente te sentirás, então estarás livre da neurose e mergulhará no som (mantra).

A concentração, a meditação e o êxtase são fases de um processo contínuo de unificação mental. A primeira fase conduz à absorção meditativa. A segunda fase, ou Iluminação, ocorre quando todos os redemoinhos de consciência comum despertados estão totalmente contidos na meditação.

Muitos nomes diferentes são usados para descrever a mesma e única experiência de meditação. E de acordo com a crença de cada pessoa, são eles: “samadhi”, “fana”, “jhana”, “daat”, “turiya”, “grande fixação e percepção transcendental”.

Apesar de um conjunto de crenças sobre estados alterados em meditação poder representar uma segurança, a pessoa que medita não precisa de conhecer previamente esses estados para os experimentar.

Na experiência da meditação o ser mergulhado no estado do não-ser, finalmente se encontra face a face com o sagrado que habita o seu interior mais íntimo e profundo. E para estar face a face com a sua essência, e no intuito de compreender esse sagrado, deve transcender o velho sistema de crenças adoptado. O “Eu” Superior pode triunfar sobre a nossa identidade egoísta e ser a força dominante na nossa vida. O ser pode irradiar essa consciência para além dos seus limites e atingir todos no nosso planeta.

Fazer a luz explodir de si mesmo implica compreender quem somos e o que estamos fazendo aqui dentro desta coisa chamada de “nosso corpo”, neste lugar chamado “Terra”, e neste momento da nossa vida. O ponto de partida é compreender que o Universo e a nossa participação nele não são obra do acaso. A inteligência flúi através de tudo no Universo e tem tido muitos nomes. Faz o planeta orbitar, as galáxias ficarem nos seus lugares, as plantas brotarem, as flores desabrocharem, respirarmos, andarmos e pensarmos. Essa inteligência invisível está em tudo e em todos os lugares. O você físico que podemos ver e tocar é feito da mesma matéria que tudo o mais é feito. Todavia somos diferentes das coisas que nos são exteriores. As diferenças não se encontram na aparência física das coisas, estão no que chamaremos de “consciência”, nos diferentes níveis de consciência.

Temos o poder de fazer contacto com a inteligência organizativa e de criar uma vida de alegria. Podemos conhecer essa inteligência divina que faz parte de nós, e se o sistema é inteligente, e essa inteligência é invisível, e a nossa presença aqui é uma parte dessa inteligência, precisamos apenas de olhar para a parte de nós que é invisível. É preciso olhar para dentro, para quem somos e o porquê de estarmos aqui, em vez de olharmos para fora, para o mundo físico e as coisas nele contidas.
Conhecer o “Eu” espiritual ou o Mestre Interior, é a nossa busca sagrada, o nosso desafio vital. Muitos de nós nos tornamos adultos acreditando que somos apenas o corpo que carregamos por aí, o trabalho que realizamos e a religião que professamos. Um dia o “Eu” físico irá repousar sob um sepulcro que registará a data do nosso nascimento e a data da nossa morte, mas a alma interior sabe que somos eternos, que não possuímos uma forma e nem limites. Aquilo que nasceu morrerá, aquilo que nunca nasceu não morrerá jamais.

O “Eu” sagrado é eternamente luminoso e divino, apesar do que tivermos feito ou deixado de fazer. Para a inteligência divina somos sagrados e temos um propósito para estar aqui. Quando pararmos de procurar a felicidade fora de nós, a totalidade reflectirá a nossa divindade.

O estado a que chamamos “iluminação” é uma experiência única para cada ser. Em muitos casos ocorrem apenas manifestações inferiores de fenómenos físicos influenciados pelas nossas emoções. Muito raramente se atinge esse estado de superconsciência conhecido por “luz do sol”, ou real iluminação espiritual. O que ocorre mais frequentemente é o estado conhecido por “luz da lua”, que são fenómenos do astral. Em todo o processo, a verdadeira natureza do “Eu” será revelada, e perceberemos então que o sagrado, a quem adoramos como separado de nós, não reside fora do nosso íntimo. Aqueles que alcançam esse estado terão um conhecimento de acontecimentos passados e futuros tais como:

- A faculdade de ver no interior do seu próprio corpo;

- O conhecimento de encarnações passadas;

- A capacidade de enviar pensamentos a mundos distantes;

- A libertação dos objectos do plano fenomenal;

- E outros fenómenos que nada têm de misterioso.

Para que a iluminação possa ser alcançada, outras etapas importantes precisam de ser vencidas:

1. O domínio dos impulsos naturais inerentes ao ser vivo pela prática da não-violência, da verdade, do uso correcto da energia sexual, etc.

2. O desenvolvimento de valores éticos tais como: a purificação do corpo e da mente; o cultivo da alegria, do despojamento, da fé e do respeito pela vida.

Em suma, o objectivo supremo de todas as técnicas de meditação é atingir, através do autoconhecimento e do acto da vontade, o domínio de si mesmo, ampliando a consciência e alcançando a iluminação. Portanto, a meditação pode constituir-se numa harmonização com o Cósmico que tem por objectivo nos tornar receptivos às inspirações que a Consciência Cósmica queira nos conceder. É a base para o desenvolvimento de uma consciência iluminada.

Muitas pessoas podem pensar que meditação é uma forma de oração. Mas a meditação não é oração, a meditação é algo que você faz para si mesmo e não espera que Deus faça por você. Para evitar a meditação, as pessoas continuam orando. Elas oram para evitar fazer qualquer coisa, a oração é apenas uma fuga. Somente a meditação pode ajudar porque a meditação é algo a ser feito autenticamente por você, é um fazer da sua parte. Mas a oração também se pode tornar em meditação, quando não é apenas uma oração, quando é um profundo esforço, um profundo envolvimento.

Alguns recursos exteriores podem ser usados como ajuda na meditação, como por exemplo: sons vocálicos e mantras; danças utilizadas pelos derviches, no “tai-chi” e no “aiki-dô”; paradoxos ou “koans”. A dança é adoptada como empuxo. No centro, o silêncio, na circunferência o movimento.

Blog: http://www.docemistdavida.blogspot.com/

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