segunda-feira, 7 de julho de 2008

 

ETs, Boriska, Índigos e 2012 - Crenças do Novo Milênio?

Paulo Stekel



Para onde nos encaminhamos?

Esta pergunta fazemo-nos há anos, e ela nos é feita sempre pelas pessoas interessadas em espiritualidade. Há uma “nova espiritualidade” se formando em escala globalizada? Seria, pelo contrário, apenas um novo conjunto de crenças supersticiosas, na verdade baseadas em crenças antigas com novas roupagens, contendo um certo grau de fanatismo e total falta de sentido? Seria uma tendência de se unir espiritualidade à ciência moderna ou simplesmente uma tentativa mal-sucedida de fazer parecer verídico e científico o que é apenas boato ou idéia de gente que não conhece a ciência?

Começamos a pensar no assunto quando, há mais de um ano, recebemos pela primeira vez por email, uma referência ao “menino de Marte”, Boriska. Durante um bom tempo duvidamos mesmo da existência de tal indivíduo. Contudo, ao investigar, percebemos de fato existirem as matérias do jornal russo Pravda sobre o tal menino. Mais recentemente, em uma entrevista de uma hora que ele concedeu ao Project Camelot (www.projectcamelot.org), uma fundação internacional que busca dar suporte a pessoas com idéias revolucionárias e que estejam sendo atacadas de alguma forma ou desconsideradas pelos veículos oficiais, foi possível conhecer melhor as idéias deste garoto considerado uma “criança índigo” ímpar.

Temos sido bombardeados todos os dias – nós e vocês, leitores – com dezenas de mensagens pela Internet falando de assuntos como Boriska e suas previsões para 2009, outras sobre o fim do ciclo indicado pelo Calendário Maia em 2012 como sendo o “fim do mundo”, outras sobre evacuação planetária por ETs, “cinturão de fótons”, Hercólubus, inversão do eixo magnético terrestre, novo DNA, crianças índigo, crianças cristal, workshops para retirada de “implantes ETs”, etc. São conceitos novos, não encontrados na literatura clássica sobre espiritualidade. São quase todos conceitos engendrados no século XX e que adentram o Novo Milênio com ares de “nova espiritualidade” que substituirá as “antigas formas”. Será?

A prudência, assim como nossa condição triplamente responsável de pesquisador da espiritualidade (nas bases da Filosofia Perene), escritor e jornalista, não nos permite aceitar estes conceitos passivamente, sem qualquer análise ou, melhor ainda, uma crítica bastante aberta e consciente. Afinal, quais são as bases destas novas “doutrinas”? Qual sua comprobabilidade? Isso ainda não nos foi apresentado... Por isso continuam no terreno do “crer ou não crer, eis a questão”!

Neste artigo analisaremos alguns pontos pertinentes a estas crenças modernas utilizando a história de Boriska, pois ela contém muitos dos elementos novos que citamos. Ao final, ainda compararemos com o que diz outro jovem, um budista chamado Palden Dorje, que vive no Nepal e é considerado um “Buda vivo”. Seriam duas crianças índigo em seus respectivos meios?

Quem é Boriska

Boris Kipriyanovich, mais conhecido como Boriska (“pequeno Boris”, em russo), hoje um adolescente de 12 anos, é considerado um dos mais destacados jovens chamados “crianças índigo”, que seriam seres dotados de faculdades especiais, como grande inteligência, sensibilidade, fantásticos conhecimentos sobre o Universo, civilizações de outros mundos, o passado da Terra, mistérios da antiguidade e até mesmo o futuro do planeta, o que agrada muito aos “apocalípticos de plantão”, sempre alertas e prontos a fixar uma nova data para o “fim do mundo”.

As matérias originais do Pravda sobre Boriska, feitas pelo professor universitário, jornalista e cientista de Volgogrado (região da Rússia) Gennady Belimov, podem ser lidas em Inglês nos links:

http://english.pravda.ru/science/19/94/377/12257_Martian.html (artigo 1 – 12.03.2004)

http://english.pravda.ru/science/19/94/378/16387_Boriska.html (artigo 2 – 29.10.2005)

Há, ainda, um terceiro artigo, este em Português, que é uma versão baseada nos dois primeiros:

http://port.pravda.ru/sociedade/curiosas/16-03-2008/22037-meninodemarte-0 (artigo 3 – 16.03.2008)

O artigo 1 do Pravda refere-se a Boriska nos seguintes termos:

“A história de um garoto incomum chamado Boriska me foi contada por membros de uma expedição a uma região anômala ao norte de Volgogrado, comumente chamada de "Medvedetskaya gryada".

"Você consegue imaginar, enquanto todos estavam sentados em torno de uma fogueira, à noite, um menino de aproximadamente 7 anos de repente chamou a atenção de todo mundo. Muito excitado, ele queria falar a todos a respeito da vida em Marte, sobre seus habitantes e suas viagens à Terra", conta uma das testemunhas. Fez-se silêncio. Foi incrível! O garotinho, com enormes olhos vivos estava começando a nos contar uma história magnífica a respeito da civilização marciana, sobre cidades megalíticas, suas naves espaciais e vôos para diversos planetas, sobre um país maravilhoso chamado Lemúria, cuja vida ele conhecia em detalhes, uma vez que descera lá, vindo de Marte, e lá fizera amigos.


(...) Sua história durou cerca de hora e meia. Um dos membros foi esperto o bastante para gravar toda a narrativa.

Muitos ficaram assombrados por dois fatores distintos. Primeiro, o garoto possuía um conhecimento excepcionalmente profundo. Seu intelecto era obviamente muito distante do de um menino típico de 7 anos de idade. Nem todos os professores seriam capazes de narrar a história inteira da Lemúria e dos Lemurianos com tamanhos detalhes. Não se encontra qualquer referência a esse país nos livros escolares. A ciência moderna ainda não comprovou a existência de outras civilizações.


Em segundo lugar, estávamos todos maravilhados com a linguagem adiantada que o garoto utilizava. Estava muito acima da que os meninos de sua idade normalmente usam. Seu conhecimento de terminologias específicas, detalhes e fatos do passado de Marte e da Terra nos fascinaram a todos.”

O texto deixa transparecer o caráter emotivo dos ouvintes do relato, e tenta esconder o fato de que se maravilhar com coisas a priori não comprováveis imediatamente é uma atitude, no mínimo, imprudente, senão irresponsável. O trecho a seguir só piora a situação:

"Poderia ele ter inventado tudo aquilo?". "Duvido muito", objetou meu amigo. "A mim me parece que o menino estava compartindo suas lembranças pessoais de vidas passadas. É virtualmente impossível inventar tais histórias; alguém realmente teria de conhecê-las."

Como se pode saber isso se ninguém tem informações históricas quaisquer sobre a Lemúria ou sobre as supostas civilizações de Marte? Isso é atirar no escuro! Independente da veracidade ou não do relato, um pouco de perspectiva científica não só é bem vinda, como preferível.

Sobre o nascimento de Boriska e sobre seus pais, bem como seu rápido desenvolvimento, o artigo informa:

“Ele nasceu na cidade de Volzhskii, num hospital suburbano, embora oficialmente, com base em sua certidão de nascimento, sua cidade natal seja Zhirnovsk, na região de Volgogrado. Seu nascimento ocorreu em 11 de janeiro de 1996 (talvez isso seja útil para os astrólogos).

(...) Nadezhda, a mãe de Boriska, é dermatologista numa clínica pública. Ela se formou na faculdade de medicina de Volgogrado em 1991. O pai do garoto é um funcionário aposentado.

(...) "Depois que Boriska nasceu, notei que em 15 dias ele conseguia manter a cabeça ereta", relembra Nadezhda. "Pronunciou sua primeira palavra, "baba" (papai) quando tinha 4 meses, e logo depois começou a falar. Com 7 meses, construiu sua primeira frase: "Eu quero um prego".


(...) "Quando Boris tinha apenas um ano, comecei a lhe dar cartas (baseada no sistema Nikitin) e - adivinhe! - com um ano e meio ele já conseguia ler jornais. Não demorou muito para que se acostumasse com as cores e seus tons. Ele começou a pintar aos 2 anos. Então, logo após completar essa idade, nós o levamos ao centro de puericultura. Os professores ficaram todos assombrados com seus talentos e sua maneira incomum de pensar. O menino possui memória excepcional e uma inacreditável habilidade de absorver novas informações. Não obstante, seus pais logo notarem que seu filho estava adquirindo informações à sua maneira, de alguma outra fonte."

Ainda que isso tudo pareça fantástico, sempre houve crianças cujo desenvolvimento excepcional (mas não incomum para a espécie humana) as levou a se destacarem em várias áreas. Muitos gênios da música passaram por isso. Por que pessoas assim tendem a ser consideradas “extraterrestres”? Não temos mérito algum como terráqueos para chegar a tal desenvolvimento acelerado por nossa própria conta enquanto espécie? É necessário considerarmos os “índigo” como almas provenientes de outros mundos para lhes darmos o devido valor? Não é suficiente os considerarmos como a excelência de nossa própria espécie? (Que o leitor entenda serem apenas perguntas à espera de respostas, e não críticas destrutivas.)

Continua a mãe de Boriska:

“Mas, às vezes, ele sentava em posição de lótus e começava a falar. Ele falava sobre Marte, sobre sistemas planetários, civilizações distantes. Não conseguíamos acreditar no que ouvíamos. Como pode uma criança saber tudo isso? Cosmos, histórias intermináveis de outros mundos e da imensidade dos céus, são como mantras diários para ele desde que tinha 2 anos."

No artigo 2 do Pravda, a mãe dá mais detalhes sobre os primeiros meses de Boriska:

“Quando saiu da maternidade, (...) Boris, tinha um comportamento singular: raramente chorava e nunca solicitava qualquer alimento. Ele crescia como as outras crianças mas começou a falar aos quatro meses e dizia frases inteiras aos oito meses. Com um ano e meio, lia jornais. Os pais deram a ele um jogo de peças para montar figuras e ele começou a elaborar estruturas geométricas combinando diferentes partes com precisão. "Eu tinha a impressão de que nós éramos como aliens para ele, aliens com os quais ele estava tentando se comunicar", disse a mãe (...).

Boriska começou a desenhar figuras que, à primeira vista, eram abstrações nas quais se misturavam tons de azul e violeta. Quando psicólogos examinaram os desenhos, disseram que o garoto estava, provavelmente, tentando representar a aura das pessoas que via ao seu redor. Aos três anos, Boris começou a conversar com seus pais sobre o Universo. Ele sabia nomear todos os planetas dos sistema solar e seus respectivos satélites. Falava também nomes e números de galáxias. Isso pareceu assustador e a mãe pensou que seu filho estava fantasiando; por isso, resolveu conferir se aqueles nomes realmente existiam. Consultou livros de astronomia e ficou chocada ao constatar que Boris, de fato, sabia muito sobre aquela ciência.”

Alguns aspectos aqui devem ser considerados: Como uma criança recém-nascida poderia solicitar qualquer alimento, se apenas conhece e precisa de leite? Todos os recém-nascidos agem assim nos primeiros meses. Que psicólogos analisaram Boriska e deduziram por conta própria que ele tentava representar as auras das pessoas antes de tecer uma teoria mais científica? (Há sinais de condução aqui! Será que o “fenômeno Boriska” não foi sendo “construído” aos poucos pelos que se maravilharam com suas habilidades?) Se Boriska dava os nomes científicos e os números de catálogo (terrestre!) das galáxias, o que há de extraterrestre nisso? Não nos parece outro tipo de capacidade? Acaso ele saberia os nomes delas em sua língua marciana?

Sobre Marte e a Lemúria

"Foi então que Boriska nos contou sobre sua vida anterior em Marte, sobre o fato de que o planeta era realmente habitado, e que, como resultado de uma destruidora catástrofe, perdera sua atmosfera e por isso seus habitantes tiveram que viver em cidades subterrâneas. Desde então, ele costumava viajar para a Terra com freqüência para comércio e com finalidades de pesquisa. Parecia que Boriska pilotava sua própria nave. Isso aconteceu durante o período das civilizações lemurianas. Ele tinha um amigo lemuriano que morreu bem diante de seus olhos."

"Uma catástrofe imensa se abateu sobre a Terra. O continente gigantesco foi consumido por ondas de tempestades. Aí, de repente, uma enorme rocha caiu sobre uma construção onde seu amigo estava, disse Boriska. "Não pude salvá-lo. Estamos destinados a nos encontrar em algum momento desta encarnação."


(...) Começou então a falar sobre o intelecto elevado dos lemurianos.

"Mas a Lemúria deixou de existir no mínimo há 800 mil anos", eu disse em resposta às afirmações dele. "Os lemurianos tinha 9 metros de altura! Isso é verdade? Como você consegue se lembrar de tudo isso?"

"Eu me lembro", respondeu o garoto.”


Tudo isso parece informação extraída das obras de Helena Blavatsky, que escreveu sobre Lemúria em “A Doutrina Secreta”. Alguém as leu para Boriska? Seriam informações verídicas ou fantasia? Estaria ele sendo influenciado por alguém com idéias “teosóficas” e gosto pela literatura fantástica sem que se perceba? É uma hipótese.

O nascimento dos “seres especiais”

“(...) Interessantemente, Boriska acha que agora finalmente chegou o tempo para que os "seres especiais" nasçam na Terra. "O renascimento do planeta se aproxima. Novos conhecimentos virão em grande quantidade, trazendo uma mentalidade diferente para os terráqueos."

"Como você sabe sobre essas crianças superdotadas e porque isso está acontecendo? Você sabe que eles são agora chamados de "crianças índigo"?"

"Eu sei que elas estão nascendo. Não obstante, eu ainda não encontrei nenhuma em minha cidade. Talvez possa ser uma menina chamada Yulia Petrova. Ela é a única que acredita em mim. Outros simplesmente riem de minhas histórias. Algo vai acontecer na Terra; é por isso que essas crianças são importantes. Elas serão capazes de ajudar as pessoas.”


Como já dissemos, a existência de superdotados não é prova de origem extraterrena ou de “alma” extraterrena, se é que isso é concebível. Na verdade, percebemos ao longo dos anos uma tendência perigosa de, quando um autor espiritualista, paracientífico ou mesmo “esotérico” lança um novo conceito fantástico, sem desenvolvê-lo muito, outros “agarram” este conceito e o ornamentam com detalhes fantásticos de suas próprias mentes ou “fontes” duvidosas e ajudam a perpetuar equívocos que só depõem contra uma espiritualidade sadia e séria. Um bom exemplo é a noção de “cinturão de fótons”, da qual falamos no artigo especial de Horizonte – Leitura Holística Nº 06 (“Nova Era e Pseudo-Espiritualidade”), e que nasceu de um artigo falacioso em uma revista dos EUA. Posteriormente, o conceito foi ornamentado por vários “canalizadores” (alguns bem famosos!) com aspectos cada vez mais fantásticos, até tornar-se a “doutrina” atual.

Já tivemos mesmo a oportunidade de ver a “doutrina” do cinturão sendo usada como verdade científica em um congresso de Porto Alegre (RS) sobre Ciência e Espiritualidade por um profissional da saúde diante de uma platéia desavisada. Ao nos aproximarmos e alertarmos o congressista do risco de sua postura, o mesmo reconheceu a imprudência cometida. Mas, será que isso não acontece em outros eventos? Quem percebe o jogo, a tendência de alguns a passar subliminarmente ao grande público novas crenças tão carentes de lógica e comprobabilidade quanto algumas das antigas crenças criticadas por estes?

Catástrofes em 2009 e 2013?

Ainda, conforme o artigo 1 do Pravda, Boriska afirma:

“Os pólos vão se inverter. A primeira grande catástrofe num dos continentes acontecerá em 2009. A seguinte ocorrerá em 2013, e será ainda mais devastadora."

"Você não tem medo de que sua vida possa terminar como resultado de tal catástrofe?"

"Não, eu não tenho medo. Eu já vivenciei uma catástrofe em Marte. Ainda existem pessoas como nós lá. Porém, após a guerra nuclear, tudo foi queimado. Algumas dessas pessoas conseguiram sobreviver. Eles construíram abrigos, novos armamentos. Também houve um movimento de continentes lá, embora o continente não fosse tão grande. Os marcianos respiram gás. Se eles chegassem ao nosso planeta, teriam de ficar próximos a canos de descarga e inspirar a fumaça."


"Você prefere respirar oxigênio?"

"Quando se está neste corpo, tem-se que respirar oxigênio. Todavia, os marcianos não gostam deste ar, o ar da Terra, porque causa envelhecimento. Os marcianos são relativamente jovens, em torno de 30-35 anos de idade. A quantidade de bebês marcianos vai crescer anualmente."

"Boris, porque nossas sondas espaciais desaparecem ou falham antes de chegar a Marte?"


"Marte transmite sinais especialmente destinados a destruí-las. Tais missões contém radiação maléfica." (sondas movidas a plutônio?)”

Quem colocou a teoria nada científica da inversão em tempo recorde dos pólos terrestres na cabeça deste menino? Esta mesma idéia nonsense aparece nas mensagens de muitos “canalizadores” e nas profecias sobre o fim do calendário maia, em 2012.

Sobre sua capacidade de prever o futuro:

“Será que Boriska tem uma missão especial a cumprir? Ele tem consciência disso? Coloquei essas questões a seus pais e a ele próprio.

"Ele afirma que pode prever - diz sua mãe. Ele diz saber algo a respeito do futuro da Terra. Ele diz que a informação terá o papel mais significativo no futuro."

"Boris, como você sabe de tudo isso?"

"Está dentro de mim." ”


UFOs e espaço multidimensional

"O que você sabe sobre dimensões múltiplas? Você sabe que não se pode voar em trajetórias retas, mas sim manobrando através do espaço multidimensional?

Boriska imediatamente se levantou e começou a despejar todos os fatos sobre UFOs.


"Nós decolamos e pousamos na Terra a todo momento!" O garoto pegou um giz e começou a desenhar um objeto oval sobre o quadro negro. "Ele consiste de seis camadas", disse. 25% - camada externa, feita de metal durável, 30% - segunda camada feita de algo similar à borracha; a terceira camada compreende 30% - novamente de metal. Os últimos 4% são compostos de uma camada magnética especial. Se carregamos essa camada magnética com energia, essas máquinas serão capazes de voar a qualquer ponto do Universo."

Este é um dos trechos mais impressionantes do conhecimento de Boriska, para quem entende de Ufologia. A idéia de uma “camada magnética” parece explicar muito do funcionamento dos UFOs avistados em todo o mundo.

O vídeo do “Project Camelot”

Atualmente há um vídeo gratuito na Internet (ver em http://www.youtube.com/watch?v=y7Xcn436tyI), na verdade uma entrevista concedida por Boriska e sua mãe à organização “Project Camelot” (acesse o link http://projectcamelot.org/boriska.html), no qual alguns detalhes são relatados mais claramente.

Veja o vídeo (disponível apenas em Inglês):



Em outubro de 2007, dois membros do “Project Camelot” decidiram viajar à Rússia para encontrar Boriska. Kerry Lynn Cassidy e Bill Ryan foram os primeiros ocidentais a terem acesso a ele. O website do projeto descreve assim o encontro com o menino e sua mãe (tradução nossa):

“Em 08 de outubro, fomos privilegiados em entrevistá-lo com sua mãe, Nadya, próximo a Moscou, onde Nadya o tinha levado para freqüentar uma escola especial para crianças superdotadas. Eles vivem num pequeno apartamento de um quarto. O pai é ausente. Nós faremos tudo o que pudermos para ajudar.

Boriska fez doze anos em 11 de janeiro de 2008. Quase um adolescente, ele é muito simpático, encantador, tímido, atento, perceptivo, sensível e claramente muito inteligente. Seu comentário que mais merece ser lembrado por nós foi quando Kerry perguntou-lhe sobre o que pensava das pessoas do planeta Terra. "Eu não gosto de dizer coisas ruins sobre as pessoas", ele respondeu...”


A entrevista dura mais de uma hora e está apenas em Inglês (para quem entende, vale a pena assistir), de modo que traduzimos alguns trechos relevantes para nosso artigo:

[Perguntado se é um telepata] 'Ainda não!'

[Perguntado sobre os planetas que viu quando era um marciano] 'Eu não lembro os nomes. As pessoas de marte viajavam por muitas galáxias e sistemas planetários.'

[Nadya, a mãe, fala sobre o aprendizado atual de Boriska:] 'Desde sua infância tínhamos diversos livros de astronomia. Quando ele tinha 3-4 anos, abriu estes livros e começou a dizer os números e os nomes das galáxias, embora estivessem em Latim. Foi espantoso. (...) Agora ele não vai à escola todos os dias. (...) Estudamos quase tudo em casa. Em um mês estudamos um assunto, e então é feito um exame. Isso é chamado de desenvolvimento acelerado. (...) Acho que ele tinha 4 ou 5 anos quando mostrou alguns elementos do que está falando agora, mas na idade de 6-7 anos ele passou a dar informações mais claras.'

[Boriska fala das naves de Marte, há milhões de anos, quando era piloto:] 'Havia naves de um tipo de avião. Eram triangulares. Havia naves tipo uma gota.'

[Sobre a energia usada nas naves:] 'Força de plasma, força iônica. Se usassem gasolina, o combustível acabaria logo. Os motores eram muito poderosos. (...) Não magnéticos. Turbinas giratórias e a plasma pegavam fogo de algum modo. Não estudei isso em detalhes. E, então, elas poderiam partir. Infelizmente, aquele tipo de motor não permitia que as naves voassem além do sistema solar para outra galáxia.'

[Sobre a tecnologia alternativa usada pelos marcianos para viajar, então, a outras galáxias através de portais dimensionais:] 'Um portal é como um teletransportador. Ele retarda o tempo e abre uma espécie de portal onde o tempo está passando mais rápido... Não posso dizer com exatidão. Não me lembro. Ele se abre num outro lado e em alguns segundos ou até minutos, se a transferência é para muito longe, ele se abre em outra área do espaço. (...) Não tem quase nada a ver com o tempo. O portal só se abria. E nem todas as naves tinham o mesmo princípio. Naves com motor a plasma estavam limitadas a viajar só pelo sistema solar a alta velocidade. As naves em forma de gota carregavam outras naves.'

[Sobre a tecnologia das várias raças de Marte e o início da guerra:] 'Cada raça tinha sua própria tecnologia e inovações. Por exemplo, se nós tínhamos motores a plasma e íons, outras raças tinham motores a energia. (...) Elas se tornaram belicosas e começaram a guerrear entre si. Cada raça era totalmente separada e tinha equipamento diferente, diferentes armas e mesmo naves.'

[Instado a falar sobre as pessoas da Terra:] 'Eu não gosto de dizer coisas ruins sobre as pessoas. (...) Isso depende de quais pessoas, se as pessoas sempre ajudam ou aplicam dinheiro em coisas importantes. Por exemplo, se há uma guerra e as pessoas aplicam dinheiro em novos equipamentos que podem parar a guerra ou ajudar... ou se elas usam fundos para ajudar crianças doentes ou que não podem andar...'

[Nadya, a mãe, lembrando o que o filho falou sobre a guerra em Marte:] 'As guerras foram sangrentas e muita gente morreu, não só da Terra, mas de Marte e de outras galáxias. Ele falou do projeto Saturno e do projeto Júpiter...'

[Boriska fala sobre o projeto Júpiter, um antigo plano dos marcianos:] 'Eles levavam cápsulas contendo algo. Desejavam tornar Júpiter um segundo Sol. [Isso não ocorreu] porque faltou cápsulas. [Antes] havia abundância delas. Você podia levá-las todos os dias. Mas, houve uma guerra em Marte.'

[Boriska fala sobre o estranho conceito de transmigração de almas marcianas para a Terra:] 'Isso foi uma transmigração de almas. Eu tinha morrido e todo mundo tinha morrido em Marte. Não havia muitas almas em Marte, então eles usavam pedras especiais para atrair almas. (...) Então, provavelmente estas pedras se quebraram e... não só minha alma, havia muitas almas. Então, eles morreram... não morreram... as pessoas morreram, digo, os marcianos, e migraram [para a Terra]. (...) sim, os marcianos criaram estas pedras. (...) Na verdade, não foi só um ataque de uma raça marciana vizinha. (...) A guerra começou quando eles fizeram a Merkaba. Este é o aparelho que teletransporta uma alma para um outro lugar. E eles se teletransportaram para a Terra. Mas eu não vi isso (...). Só li sobre isso em uma fonte de informação.'

[Falando sobre onde leu sobre isso:] 'Não em um livro, mas em um banco de dados, algo como a Internet. Naqueles tempos isso era como uma rede de computadores onde você entra na Internet.'

[Sobre as catástrofes vindouras na Terra:] 'Por volta de 2012 [no artigo do Pravda o ano era 2013!] ou 2009, haverá uma catástrofe. Será uma inundação. Será em todo lugar.'”

Boriska não dá mais detalhes sobre tais catástrofes. Inicialmente ele falou em 2009 e 2013, mas agora falou em 2012. Cheiro de condução no ar! Será para coincidir com os adeptos das profecias maias? De qualquer forma, não faz sentido em se falar em inversão dos pólos.

Mesmo que as primeiras lembranças do rapaz tenham alguma veracidade, parece que, à medida que os anos passam, seu discurso vai se tornando cada vez mais próximo das novas “doutrinas” new age que enchem nossas caixas de email todos os dias. Portador de alguma mensagem relevante, Boriska agora corre o risco de ser engolfado numa loucura mística que o há de engolir em algum momento. Esperamos que isso não ocorra, mas... Até a noção de Merkaba ele citou na entrevista! A idéia de “transmigração de almas”, uma espécie de teletransporte delas para outro planeta, parece fantasiosa. Afinal, o conceito de “alma” é muito abstrato e não compartilhado por todas as religiões. Não devemos esquecer, para finalizar, a idéia marciana de transformar Júpiter num segundo Sol, algo que todos lemos num famoso livro de Arthur C. Clarke: “2010: Uma Odisséia no Espaço 2”, o segundo da saga de quatro livros escrita por Clarke, e publicado em 1982.

A influência de Vladislav Lugovenko


O artigo 2 do Pravda explica onde entra em cena o Dr. Vladislav Lugovenko na vida de Boriska:

“Especialistas dos Instituto de Estudos do Magnetismo Terrestre e Ondas de Rádio da Academia Russa de Ciências fotografaram a aura de Boriska que mostrou-se forte, nítida de modo incomum. O professor Vladislav Lugovenko analisa: "Ele apresenta um espectograma laranja, o que significa que é uma pessoa alegre, positiva, com um intelecto muito poderoso".

Existe uma teoria de que o cérebro humano possui dois tipos básicos de memória: a memória de trabalho (consciente, voluntária) e a memória remota. Uma das habilidades do cérebro é salvar informações sobre a experiência, sejam emoções ou pensamentos, em uma dimensão que transcende o indivíduo. Essas informações são capturadas por um singular campo informacional que faz parte do Universo. Poucas pessoas são capazes de acessar informações contidas nesse campo."


Ainda segundo Lugovenko, é possível medir as faculdades extrasensoriais das pessoas com o auxílio de equipamentos especiais e através de procedimentos muito simples. Cientistas de todo o mundo têm se empenhado na pesquisa desses fenômenos a fim de revelar o mistério destas crianças extraordinárias, como o garoto Boris. Um dado interessante é que nos últimos 20 anos, bebês dotados de habilidades incomuns têm nascido em todos os continentes.

Os especialistas chamam estas crianças de indigo children ou "crianças azuis" (...). 'Boriska é uma dessas crianças. Aparentemente, as "crianças azuis" têm a missão especial de promover mudanças em nosso planeta. Muitas delas possuem as espirais do DNA notavelmente perfeitas, o que lhes confere uma inacreditável resistência do sistema imunológico capaz de neutralizar a ação do vírus da AIDS. Eu [Lugovenko] tenho encontrado crianças assim na China, Índia, Vietnam entre outros lugares e estou certo de que esta geração mudará o futuro da nossa civilização.'”


Não é desconhecida a abertura da ciência russa ao paranormal. Nos tempos da Guerra Fria este assunto era encarado de forma séria. Como conseqüência, muitos cientistas russos da velha geração trabalham com parâmetros paracientíficos como nunca seriam aceitos no Ocidente. Parece ser o caso do Dr. Lugovenko. A noção de “memória remota” nos conduz à idéia “teosófica” dos “registros acásicos” ou “etéricos”. Não esqueçamos que Blavatsky, a teósofa, era russa! Deve ser muito conhecida por lá.

Parece-nos claro que o Dr. Lugovenko não é um cientista que goze do apoio oficial. É um pesquisador independente do qual sabemos pouco, mas fascinado por “crianças índigo”. De fato, até agora Boriska não foi analisado por cientistas convencionais e seus procedimentos-padrão. Se o tivessem feito e encontrado algo de extraordinário, então teríamos algo palpável para considerar.

O Dr. Vladislav Lugovenko estuda há muitos anos geomagnetismo, biomagnetismo e campos bioelétricos de mamíferos e peixes, a aura humana e crianças índigo.

Recentemente, Carol Hiltner publicou um artigo chamado “A Respiração da Terra, do Dr. Vladislav Lugovenko”, no qual expõe algumas das teorias do cientista russo que pesquisa Boriska. Eis alguns trechos que traduzimos da versão em Inglês disponível no website do “Project Camelot”:

“Se, como nos diz a tradição mística, a Terra é um sistema vivo, como poderia ela não realizar o processo mais fundamental da vida, que é a respiração?

(...) Este foi o pensamento do astrofísico russo Vladisvlav Lugovenko. E, ao longo de uma vida de pesquisas, ele inventou experimentos que detectam e medem exatamente uma espécie de oscilação em seu [da Terra] fluxo. Além disso, seus experimentos foram reproduzidos.


Na década passada, os dados experimentais de Lugovenko revelaram não só que a Terra respira – com impressionante semelhança com os padrões de respiração dos seres humanos – mas que sua respiração é dinamicamente afetada não só pelos eventos cósmicos, mas também pelo pensamento humano.

O que é essa “respiração” da Terra?

Primeiramente, Lugovenko descobriu que existe um ritmo durante o dia. A respiração é silenciosa à noite. (...) Há flutuações sazonais. Por exemplo, a respiração da Terra é mais calma no inverno.


Lugovenko define a respiração da Terra como "as variações temporárias de um campo cosmo-terrestre," e refere-se a uma respiração "global" e a uma "local":

A respiração "Global" consiste de todos os métodos possível de recepção, processamento, e obtenção de energia do espaço exterior através de um complexo sistema de redes e chacras de diferentes calibres. A respiração "Local" é uma mudança mensurável da amplitude de zonas das redes Hartmann ou Curry regulares.

O conceito de uma energia espacial universal que as pessoas podem usar para atingir fenômenos extrasensoriais tem profundas raízes nas culturas de todos os povos. Os textos sagrados indianos e budistas descrevem esta mesma energia espacial ancestral e a designam com a sílaba mística “Om”. Esta sílaba causa uma oscilação no cérebro que habilita vários chacras a aceitar a energia espacial.


Podemos chamar a interação desta energia com a Terra de “campo cosmo-terrestre”, que é definido como a substância pela qual a interação bioenergética entre o Espaço e a Terra ocorre. O campo cosmo-terrestre é um fenômeno na fronteira entre o mundo sutil (imanifestado) e o mundo material (manifestado).

(...) Esta energia pode ser percebida por pessoas altamente sensíveis e por equipamentos especialmente desenvolvidos.”

Os métodos de medição desta energia foram criados pelo próprio Lugovenko, que pretende explicar muita coisa, inclusive o “fenômeno Boriska” através de sua teoria, mesmo porque ele acredita que os pensamentos humanos interferem na respiração da Terra, e vice-versa."


Quando Carol Hiltner perguntou a Lugovenko como ele, um cientista de prestígio, conduzia suas experiências em casa, ele respondeu:

“Nós costumávamos ter os instrumentos mais avançados, mas com a Perestroika, os orçamentos foram reduzidos, e esta linha de pesquisas foi cortada. Assim, eu a continuo em casa, porque ela é importante.”

Atitude louvável, mas será que isso explica o caso Boriska? Será necessário recorrer a isso para entendê-lo? Seria o Dr. Lugovenko o responsável pelas aparentes “conduções” ou “direcionamentos” nas informações que Boriska apresenta? É possível. Há muitas semelhanças entre as idéias de um e outro. Mas não podemos afirmar que tudo seja uma fraude. Gostaríamos mesmo que não fosse...

Conselhos para a humanidade

Eis alguns dos conselhos de Boriska dados na entrevista ao Pravda para nossa humanidade globalizada:

"Boris, diga-nos porque as pessoas ficam doentes".

"A doença resulta da incapacidade das pessoas de viverem adequadamente e serem felizes. Você deve esperar pela sua metade cósmica. Alguém jamais deveria envolver-se e bagunçar o destino de outros indivíduos. As pessoas não deveriam sofrer por seus erros passados, e sim entrar em contato com aquilo que lhe foi predestinado e tentar alcançar as alturas e conquistar seus sonhos." (essas são as exatas palavras que ele usou)


'Vocês têm de ser mais simpáticos e calorosos. Caso alguém o ataque, abrace seu inimigo, peça-lhe perdão e ajoelhe-se diante dele. Se alguém o odeia, ame-o com todo fervor e devoção e peça-lhe desculpas. Essas são as regras do amor e da humildade. Sabem porque os lemurianos pereceram? Eu tenho parte da culpa. Eles não desejavam mais se desenvolver espiritualmente. Eles se afastaram do caminho predestinado e assim destruíram a unidade global planetária. O Caminho da Magia leva a lugar nenhum. O Amor é a verdadeira Magia!"

Outra criança índigo?

Ram Bahadur Bomjan, nascido em Ratnapuri (Nepal), em 9 de abril de 1990, conhecido como Palden Dorje (seu nome budista), também vem recebendo a atenção da mídia e de visitantes, por estar meditando durantes meses seguidos sem, aparentemente, consumir alimentos ou água. Palden Dorje iniciou sua meditação em 16 de maio de 2005, desapareceu de sua cidade em 11 de março de 2006, reaparecendo em outra localidade do Nepal em 26 de dezembro de 2006. Desapareceu novamente em 8 de março de 2007, até ser encontrado meditando em 26 de março de 2007 por inspetores de polícia em um outro lugar de Ratnapuri.

Este menino, agora um adolescente de 18 anos, tem capacidades iguais ou maiores que as de Boriska, mas não se propõe a ser um ET ou marciano. É apenas um membro de uma antiga linhagem de lamas budistas especializados em meditações extensas meses a fio. Ele é a prova da capacidade humana por si só, já que lemos nos textos sagrados budistas e indianos que pessoas como ele sempre existiram na humanidade. Não há, portanto, necessidade de classificá-lo como um “índigo”, embora pareça mais habilitado que os assim definidos, apesar de pertencer à “antiga” tradição budista e não a crenças “new age”.

Para encerrar, deixamos o leitor com seus próprios pensamentos e apresentamos trechos de uma fala de Palden Dorje datada de agosto de 2007 (ver www.paldendorje.com), uma mensagem de paz à humanidade (a tradução é nossa), que pode ser comparada com os conselhos de Boriska:

"Uma mensagem de paz ao mundo… assassinato, violência, cobiça, raiva e tentação têm feito do mundo humano um lugar desesperador. Uma terrível tempestade tem caído sobre o mundo humano, e isso está levando o mundo em direção à destruição. Só há um modo de salvar o mundo e é através do 'dharma' (prática religiosa). Quando ninguém mais trilhar o caminho correto da prática religiosa, este mundo desesperador será certamente destruído. Por isso, sigam o caminho da religião e espalhem esta mensagem a seus companheiros. Jamais ponham obstáculos, raiva e descrença no caminho de minha missão de meditação. Só estou lhes mostrando o caminho; vocês devem buscá-lo por si mesmos. O que eu serei, o que eu farei, os dias vindouros revelarão. A salvação humana, a salvação de todos os seres sencientes e a paz no mundo são minha meta e meu caminho. “Namo Buddha sangaya, namo sangaya.” Eu estou contemplando sobre a liberação deste mundo caótico do oceano de emoções, sobre nosso desprendimento da raiva e tentação, sem desviar do caminho um momento sequer. Eu estou renunciando às ligações de minha própria vida e de meu lar para sempre, estou trabalhando para salvar todos os seres sencientes. Mas neste mundo indisciplinado, minha prática de vida é reduzida a mero entretenimento.

A prática e devoção de muitos Budas está direcionada ao melhoramento e à felicidade do mundo. É essencial, mas muito difícil entender tal prática e devoção. Mas, embora seja fácil conduzir esta existência ignorante, os seres humanos não compreendem que um dia teremos que deixar este mundo instável e partir com o Senhor da Morte. Nossas velhas ligações com amigos e família se dissolverão na insignificância. Temos que deixar para trás a riqueza e os bens que tenhamos acumulado. Como tratar de minha felicidade, quando aqueles que me amam desde o começo, minha mãe, pai, irmãos, parentes, estão todos infelizes? Assim, para resgatar todos os seres sencientes, eu tenho que ser a mente de Buda, e sair de minha caverna subterrânea para fazer a meditação “vajra”. Para fazer isso, tenho que realizar o caminho e o conhecimento correto. Portanto, não perturbem minha prática. Minha prática me separa de meu corpo, de minha alma e desta existência. Nesta situação há 72 deusas Kali. Diferentes deuses estão presentes, juntamente com os sons do trovão e do “tangur”, e todos os deuses e deusas celestiais fazem “puja” (adoração). Assim, até que eu tenha mandado uma mensagem, não venham aqui, e, por favor, expliquem isso aos outros. Divulguem o conhecimento religioso e as mensagens religiosas pelo mundo. Divulguem a mensagem da paz mundial a todos. Busquem o caminho correto e a sabedoria será de vocês."

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Comments:
oloko
 
Paulo, não sei se você já leu os livros do físico quântico Amit Goswami. Aconselho a leitura, principalmente do livro "O Universo Autoconsciente". Amit tenta pacientemente nos explicar os resultados "absurdos" (do ponto de vista do materialismo científico) de vários experimentos quânticos, ao ponto que traça uma ponte entre as consequências desses experimentos e as sendas espirituais, mostrando que todos lidam, por meios diferentes, com o mesmo substrato: a consciência maior (ou deus, :))
 
Paulo, eu só não entendi porque, segundo sua opinião, o entendimento do garoto Boriska compartilhado em outras fontes, se torna menos prestigiável, ou seja, como se o garoto tivesse sido induzido. Vou tentar explicar melhor a minha dúvida: se o entendimento dele sobre a inversão dos pólos, p.ex., também se encontra presente no livro de Helena Blavastk, não poderiam ser dois seres que têm gravado em seu íntimo estes conhecimentos? Porque que a existência das explicações dele em outros registros o torna menos prestigiável? Não há diversos seres especiais(e cada vez mais) aqui na Terra neste período de transição? Não poderiam estar todos compartilhando do mesmo entendimento, só que cada um conforme seu grau de evolução pessoal? É só uma dúvida que tive durante a leitura do artigo. Realmente não entendi porque o entendimento do garoto tem que ser completamente inédito. Existem muitas idéias presentes sim, muitas devem ser distorcidas, mas outras simplesmente podem não ser. Ninguém comprovou que é verdade, mas também não comprovou que não é verdade. Só o tempo irá dizer e não a ciência, pois a ciência, como sabemos, muda com o tempo.
 
Só não entendi porque o fato do garoto possuir entendimentos que já se encontram em outras fontes, como no livro de Helena Blavastk, o torna menos prestigiável, como se ele tivesse sido influenciado por alguém. Por que os entendimentos dele têm que ser completamente inéditos? Enfim, não podem existir diversos seres especiais (e cada vez mais) na Terra para auxiliar neste período de transição? Não poderiam eles trazer estes registros em seu íntimo, só que cada um conforme seu grau de evolução pessoal? Não poderia H.B. também ser um destes seres especiais? Realmente não entendi porque ele tem que ser O SER ESPECIAL sozinho. Se os entendimentos dele estão em outras fontes, então ele foi induzido? Por que? As outras fontes estão erradas? Já que citamos o exemplo de Helena Blavastk, H.B. está errada? Ninguém provou que está certa, mas também ninguém provou que está errada. Só o tempo vai provar, nem a ciência, porque sabemos, todos nós, que a ciência não é estanque e que ela muda com o tempo (ainda bem!)Pessoalmente, acho que muito desta tempestade de teorias recentes e apocalípticas foi banalizado e corrompido, porque foi alterada de pessoa pra pessoa. Por outro lado, acredito que existem sim pessoas que são mais conscientes que outras, no verdadeiro sentido da palavra, e trazem a verdade mais preservada no íntimo de seu ser.
 
Binininha, não estou dizendo que o fato das ideias de Boriska se assemelharem a algumas de Blavastky o torna menos prestigiável. Não se trata disso, mas de analisarmos o que ele afirma imparcialmente. Seus argumentos foram apaixonados, e eu os respeito. Mas, minha sede de conhecimento requer um mínimo de critério nas avaliações, para não cair num fanatismo "nova era". Mas, o mais grave, é ver o aumento desta febre apocalíptica todos os dias, a medida que nos aproximamos de 2012. Eu digo e afirmo: nada vai acontecer em 2012 que já não esteja acontecendo agora. O mundo não vai acabar, nem haverá uma grande destruição. A mudança está ocorrendo aos poucos e os problemas que vemos hoje só vão se intensificar, como consequência das ações humanas desde muito tempo. Não vai haver inversão dos polos, nem cenas cinamatográficas, como as que vimos em filmes recentes. A fome que assola o mundo moderno já é uma catástrofe sem tamanho, e parece que isso os catastrofistas não percebem e nem se empenham em tentar diminuir... Uma lástima. Querem simplesmente ver o circo pegar fogo e considerarem-se salvos ou "evacuados". Isso não é espiritualidade!
 
Catástrofes em 2009 e 2013?

não se cumpriu...
 
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